O bairro Universitário, em Corumbá, recebeu na manhã de sábado,13, uma ação de intensificação de combate à Dengue. O bairro apresentou até o dia 08 de março, 92 notificações da doença e 22 casos confirmados. "O Universitário recebe a ação de visitas domiciliares, juntamente com limpezas, trabalhando a parte de terrenos e notificações que serão realizadas pela Vigilância Sanitária. Essa ação se deve ao fato de que o bairro apresentou até a presente data um gande número de notificações e confirmações da doença", explicou ao Diário, Viviane Ametlla, Gerente de Vigilância em Saúde.
O trabalho teve início às 08 horas e se estendeu até o meio-dia. O Projeto de conscientização contra a Dengue foi desenvolvido pela Secretaria Executiva de Saúde Pública, ligada à Secretaria de Ações Sociais, em parceria com a MP Assessoria e Consultoria em Projetos Sociais/PAC, Micro Sistema C1, Exército Brasileiro, Unipav (limpeza pública), Brigada de Combate a Incêndio no Pantanal (Prevfogo), Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campus Pantanal (Curso de Ciências Biológicas) e Escola Municipal Delcídio do Amaral. "O programa de Acelereção do Crescimento, que está instalando a rede de esgoto na cidade de Corumbá também participou da ação com alto-falante e diversos panfletos, percorrendo as ruas do bairro e esclarecendo sobre os benefícios que as instalações trarão à toda a população e os riscos da dengue", informou Magna Auxiliadora Martines, Técnica Social do PAC. Até quarta-feira, 10 de março, Corumbá recebeu 592 notificações e 78 casos confirmados.
"Cerca de 100 pessoas participaram da campanha de conscientização neste sábado. Uma das grandes preocupaçãoes é que a doença trouxe desta vez sintomas que podem se associar a outros agravamentos, como o vômito e a diarréia. Orientamos que em caso de qualquer sintoma, a pessoa procure de imediato um médico e não aguarde os demais sintomas evoluírem. O único caso hemorrágico de Dengue confirmado ainda está em análise, os dados foram coletados e aguardamos os resulatados", orientou Viviane.
O trabalho
Os 100 conscientizadores da ação distribuíram-se em grupos de 5 a 6 pessoas e partiram para o trabalho. Além do traballho de educação em saúde, de coleta de lixo e de entulhos, manejo ambiental, bloqueio mecânico, recuperação dos imóveis fechados e desocupados, foram realizadas limpeza de terrenos baldios e de difícil acesso, retirada de pneus, além de ações de rotina, como levantamento de índice de infestação larval, tratamento e eliminação dos focos. "Nosso grupo recebeu 31 residências para vistoriar, destas, 05 estavam fechadas e em apenas 01 encontramos focos com larvas. Os casos de residências fechadas, em que os moradores trabalham, são os casos que mais acontecem, sendo assim, temos que insistir, pois nenhuma residência pode deixar de ser visitada, muitas vezes, temos que voltar em outro horário que o morador esteja", disse o agente de saúde Augusto César Luiz Cavalcante.
Nas casas, durante a visita, os agentes e os militares além de alertarem os moradores de como evitar o acúmulo de lixo e prevenir os focos do mosquito, acabaram realizando o papel de coletores, recolhendo o lixo das residências e os entulhos que possivelmente serviriam de focos para o desenvolvimento das larvas da doença. "Quando encontramos acúmulo de garrafas, de latinhas de cerveja, de baldes, latas com plantas que acumulam água, os moradores sempre dão a mesma explicação, ou que não possuem tempo para limpar, ou que iriam limpar no mesmo dia. Nossa visita às casas é de extrema importância, pois alertamos os moradores a se prevenir constantemente", frisou o agente.
"A visita dos agentes é importante. Muitas vezes temos dúvidas e eles nos ajudam. É claro que um cuidado é primordial: a limpeza. Se todos evitarem o acúmulo de lixo, com certeza os casos de dengue diminuirão. É tão fácil, basta colocar o lixo nos dias em que a coleta passa e evitar que água se acúmule em recipientes", reforçou a dona de casa Adélia Rodrigues, 37 anos.
Enquanto os agentes passavam pelas residências recolhendo o lixo, os sacos contendo os resíduos eram deixados nas portas das casas, juntamnte com todo material que a coleta não recolhe diariamente, como folhas, garrafas, até vasos sanitários foram recolhidos. Um caminhão foi disponibilizado. "Para muitos de nós, o lixo e entulho se acumulam pelo fato de não sabermos ao certo onde despejar certas coisas, como por exemplo, onde vou jogar um vaso sanitário antigo? Estas ações, realmente são de grande valia para a eliminação dos diversos materiais que podem servir como criadouro das larvas da doença", reconheceu a dona de casa, Cláudia Medeiros, 32 anos.(Fonte: Diário Online)
