Oficialmente, a UE a alegou que o motivo para a retirada da discussão da pauta foi "uma questão logística", segundo declarou a porta-voz a reunião já tinha assuntos demais para serem dicutidos.
De acordo com matéria publicada no jornal Valor Economico, o especialista Jogi Humberto Oshiai, em Bruxelas comenta-se que o verdadeiro motivo pode ter sido a necessidade de informações adicionais. Ele completa que o adiamento pode expressar o desejo de Bruxelas de obter mais informações ou ser o resultado do forte lobby europeu contra a carne brasileira.
No Brasil, a decisão surpreendeu as liderança, mas o clima ainda é de otimismo. A secretária de Produção de Mato Grosso do Sul, Tereza Corrêa da Costa, comentou "até onde eu sei era para ser votado hoje [ontem]".
"Não teve nem adiamento. Foi só postergado. Enão se exigiu informação adicional nenhuma." comentou o secretário da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz. De qualquer forma, Kroetz agendou reunião em Bruxelas para o dia 25 deste mês.
Se referindo a conversas com ao diretor de Saúde e Bem-Estar Animal da UE, Bernard Van Goethem, o secretário completou, "Quando o Bernard me ligou [na última sexta], disse que poderia ser [na reunião de] 16 de setembro ou 1º e 2 de outubro. Eu disse que não fazia questão de data, só queria a aprovação".
Até o momento, 287 municípios de Minas Gerais e as regiões norte e sul de Mato Grosso, além de todo o território de Mato Grosso do Sul, estão impedidos de exportar carne à UE. (Valor Econômico)
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