A soja sempre ganha um tradicional componente de incerteza no segundo semestre: o chamado mercado do clima. O setor fica atento a eventuais problemas na safra dos Estados Unidos, como chuvas e neve e depois com o plantio na América do Sul.
Porém, mesmo depois que se resolve a questão do plantio, os produtores continuam se preocupando. Neste ano, a América Latina poderá sofrer não com um El Niño clássico, com muitas chuvas, mas sim, com um que traria muita seca.
A notícia é péssima para gaúchos e para paranaenses, que já sofreram forte quebra de produção em 2008/09 por esses motivos.
Supersafra
Outro fator que preocupa os produtores segundo especialistas é a supersafra. A área mundial semeada com soja somará 101 milhões de hectares, e se as condições climáticas forem boas, o volume colhido poderá atingir 245 milhões de toneladas, o que deverá diminuir os preços.
A febre pela soja se deu porque os preços do produto estão bem mais favoráveis aos produtores do que os do milho, principal competidor da oleaginosa. Os dados mais recentes do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) mostram que, após os EUA terem semeado 31 milhões de hectares, será a vez de Brasil (22,5 milhões) e Argentina (19 milhões) aumentarem substancialmente a área.
Uma das esperanças dos produtores para a sustentação dos preços é o apetite chinês. Neste mês, as importações chinesas deverão somar 2,34 milhões de toneladas, o mesmo volume previsto para novembro, segundo a Reuters. (com informações da Folha de são Paulo)
Por: Nadia Nadalon-estagiária -(www.capitalnews.com.br)
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