O Brasil deverá ter uma produção de soja entre 62,50 e 63,60 milhões de toneladas no próximo ano, o melhor resultado da história, de acordo com o segundo levantamento da Produção Nacional, divulgado hoje (5), pela Conab (companhia Nacional de Abastecimento).
A produção total de grãos como soja, milho e trigo deverá ficar entre 139,04 e 141,69 milhões de toneladas, 3% a 5% maior que este ano (135 milhões de toneladas).
Segundo a Conab, este incremento se deve a recuperação da produtividade das principais culturas e à estabilidade do clima prevista para os próximos meses, o que beneficiará a semeadura das lavouras, que ocorre até o final de dezembro nos estados do Centro-Sul. A previsão é de que a área a ser plantada em todo o país fique entre 47,44 (-0,5%) e 48,18 (+1,1%) milhões de hectares.
Culturas
A projeção do milho primeira safra, que teve o plantio iniciado em agosto e será colhido a partir de janeiro de 2010, é de 32,79 milhões de toneladas (-2,6%) a 34,06 (1,2%) milhões. Já o feijão primeira safra, em fase de frutificação e maturação em algumas regiões, está entre 1,39 milhão de toneladas (+2,9%) e 1,43 milhão (+6,3%).
Por outro lado, o arroz deverá ter redução média de 3,8%, ficando entre 12,06 e 12,18 milhões de toneladas e o algodão deverá oscilar entre 1,13 milhões de toneladas e 1,21 milhões, uma queda média de 2,1%.
Já o trigo, uma das culturas de inverno, vem sofrendo com o excesso de chuva na fase final do cultivo. A produção registra diminuição e deve fechar em 5,04 milhões t (-14,3%). A maior parte do cereal está concentrada no Paraná (1,29 milhão de hectares), seguido do Rio Grande do Sul (882,3 mil ha), Santa Catarina (121,1 mil ha) e São Paulo (61,3 mil ha).
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de outubro. Para avaliar o comportamento das culturas de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Conab utilizou os dados da pesquisa realizada com produtores, agrônomos, cooperativas rurais, secretarias de estado da agricultura, órgãos de assistência técnica e agentes financeiros.
Nos estados onde o plantio ainda não começou, como nos do Nordeste, o estudo manteve a área da safra anterior e, para fins de produção, levou em consideração a produtividade média dos últimos cinco anos, descartando-se os períodos atípicos. (com informações da Conab)
Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)
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