A negativa por parte do banco acontece porque o produto estocado nos armazéns da Coagri são uma das garantias que se tem do pagamento do empréstimo feito junto à instituição. “A Famasul ainda está analisando a viabilidade de recorrer ou não dessa decisão”, afirma o advogada da federação, Gustavo Passarelli.
Essa situação pode comprometer a próxima safra de verão, já que a dificuldade de crédito por parte da cooperativa limita a produção e o uso de tecnologia para a plantação de soja. “Os produtores que tem soja estocada lá podem passar por grave crise financeira, gerando inadimplência, porque, dependendo do volume estocado na cooperativa, depende as contas desses produtores”, analisa o advogado.
Os cerca de 4 mil produtores cooperados continuam na briga para terem o direito de retirar da cooperativa os grãos estocados, mas até agora, tudo que podem fazer é esperar. Passarelli diz que está aguardando uma posição da Famasul e dos produtores para chegar a uma decisão sobre o pedido de recurso ou não, diante da decisão do STJ.
A dívida da segunda maior empresa do setor no Centro-oeste, a Coagri, é de R$ 240 milhões e desde que foi fundada, na década de 90, sempre dependeu de capital de terceiros para se manter em atuação.
Hoje, com a crise, os cerca de 500 funcionários de cooperativa temem perder o emprego.
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