Segundo a diretora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, Eliana Zacca, o problema está na preocupação da indústria com rentabilidade. "Há um controle de preços por parte dos frigoríficos sobre a arroba do boi. A alternativa de exportar o animal vivo se contrapõe a isso e os frigoríficos estão preocupados. É só reserva de mercado", disse.
"No Pará, os frigoríficos controlam não só o preço, mas a escala. Determinam o peso do animal na terminação. O produtor encontrou, na exportação do boi em pé, uma válvula de escape a esse controle", complementou.
Para o coordenador da Comissão de Bovinocultura da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, Carlos Roberto Simm, as exportações para o Líbano, interrompidas em 2007 e retomadas no início deste ano, não afetam a indústria nacional. "Eles [importadores] não fazem questão de qualidade e levam terneiros [bezerros] e animais de descarte, produtos que não interessam a frigoríficos brasileiros", argumentou. Fonte: Beefpoint
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