Mato Grosso do Sul ficou fora da lista de estados exportadores por um longo tempo, desde que foram descobertos focos de febre aftosa na região de fronteira com o Paraguai, em 2005. No início de outubro, o Estado foi considerado livre da aftosa com vacinação pela Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e, como lembrou o superintendente federal de agricultura em MS, Orlando Baez, “depois de muito sacrifico” é preciso trabalhar para manter o status de área livre! , que se rá oficialmente concedido depois de uma visita de membros da OIE para inspecionar animais e propriedades rurais no Estado.
Nenhuma propriedade do Estado foi certificada pelo MAPA até o momento. Em outros estados, como Minas Gerais, que tem grande produção de gado leiteiro, 200 propriedades receberam a certificação. Em Goiás, 80 foram liberadas para venda ao mercado externo, e em Mato Grosso o número chega a 72.
Os produtores que quiserem conseguir a certificação para poder ganhar mais”, vão ter que se enquadrar às normas do SISBOV, que, como admitiu a apresentação do técnico da Superintendência Federal de Agricultura, tem muitos problemas.
Empecilhos de todos os tipos, segundo auditores, atrapalham o funcionamento do SISBOV, e acabam prejudicando a cadeia produtiva da carne. Desinformação, desunião, falta de compromisso de produtores, frigoríficos e certificadores são alguns problemas externos. O MAPA também falha, com equipes insuficientes para atender a demanda do Estado. A geografia sul-mato-grossense é um outro obstáculo. Propriedades distantes dificultam a comunicação e a chegada dos fiscais.
Para alguns produtores, como Amaral, as exigências do sistema de rastreabilidade são exageradas. Um dos itens que devem ser cumpridos, por exemplo, é a colocação de brincos de rastreabilidade em cada um dos animais. O objeto possui um chip com as informações do animal desde seu nascimento até o abate. “Para quem tem poucas cabeças de gado, como eu, é fácil brincar o rebanho; mas para quem tem milhares, fica difícil.”
O manejo do rebanho também é uma questão delicada. Durante a reunião, um produtor se queixou de que, com o passar do tempo, os brincos se tornam de difícil leitura. Um dos empecilhos é o pêlo do animal que cresce, ou a sua sujeira. “Imagina levar um por um até o tronco para verificar o seu número”, diz o produtor. (Sato Comunicação)
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