Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o resultado recorde foi influenciado pelo bom desempenho da soja, com aumento de 10,6% sobre a safra anterior; e do milho, que acusou incremento de 21,5%, garantindo o crescimento da produção.
Os dados fazem parte da Pesquisa Agrícola Municipal – Cereais, Leguminosas e Oleaginosas, divulgada hoje (17). Pelo levantamento do IBGE, a valor da produção chegou a crescer 36,5% de 2006 para 2007, atingindo R$ 55,9 bilhões – o que significou um acréscimo de quase R$ 15 bilhões entre um ano e outro.
Mesmo com crescimento, quando a base de comparação são os anos de 2003 e 2004, o resultado é inferior. Em 2003 o valor referente ao faturamento da safra chegou a R$ 58 bilhões, volume que passou a R$ 63,4 bilhões no ano seguinte.
Os dados que estão sendo divulgados pelo IBGE mostram, por outro lado, que o avanço dos preços no mercado externo impulsionaram os produtores brasileiros, que ampliaram a área cultivada em 11,5% - principalmente na segunda safra.
“O aquecimento dos preços do milho no mercado externo deveu-se ao fato de os Estados Unidos – maior produtor e exportador mundial – ter destinado parte da sua produção à fabricação do etanol, com o objetivo de diminuir a dependência do petróleo, que tem atingido preços elevados no mercado internacional”, opina o IBGE.
Ao contrário, no Brasil o álcool é produzido a partir da cana de açúcar e, por isso mesmo, há maior competitividade para o produto brasileiro no mercado externo, mesmo com o Estados Unidos subvencionando a sua produção de etanol. (Agência Brasil)
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