As projeções iniciais da instituição eram de aumento de 8% em volume e em receita. "Mas esta estimativa é conservadora. Se os valores continuarem assim, superamos esta marca", diz Turra. Isso porque, a Abef prevê que o preço médio da carne de frango - que subiu 20% este ano- possa se elevar, fechando o ano com cerca de 30% mais.
"Existe um limite para o preço, mas ainda não chegamos nele", afirma Christian Lohbauer, diretor-executivo da Abef. Ele lembra ainda que o segundo semestre sempre tem a demanda mais aquecida que o primeiro.
No acumulado do ano, o País comercializou com o exterior US$ 2,7 bilhões - incremento de 56% em relação ao mesmo período de 2007 -, totalizando 1,5 milhão de toneladas (18% a mais, na mesma comparação).
Apenas em maio os embarques foram 31% superiores - 361 mil toneladas - e a receita 69% maior - US$ 685 milhões - isso porque a greve dos fiscais federais provocou um represamento do envio dos produtos.
Turra lembra que ouviu de representantes do setor nos Estados Unidos e da Rússia que a avicultura estadunidense, diante da troca do milho para etanol, "está perdida e o Brasil é a bola da vez".
De acordo com os dados da Abef, em 12 meses, os preços da carne de frango subiram 36%. "Os patamares não voltam", diz Lohbauer. Apesar disso, a associação reclama do aumento dos custos de produção e do câmbio, que têm diminuído as margens das empresas - mas não indica quanto. Por isso, a Abef solicita a desoneração do milho e da soja.
A Abef espera exportar a partir de julho para a União Européia com um novo regime de cotas. A proposta, em discussão no governo, é a divisão, dentro do Brasil, das cotas à União Européia - em vigor desde junho de 2007. Isso porque, segundo a Abef, por pressão dos importadores - que têm a licença das cotas - as indústrias reduziram seus preços.
"Os valores saem praticamente os mesmos da extra-cota", diz o diretor-executivo. A estimativa da Abef é que, em um ano, o Brasil tenha deixado de ganhar US$ 350 milhões.
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