O Ministério da Agricultura informou na última sexta-feira (25) que os carregamentos de trigo americano retidos no porto de Santos (SP) não estão contaminados por toxinas nocivas à saúde humana e por isso já foi liberado para os moinhos do país.
As suspeitas eram de que o trigo estivesse com níveis de micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos) além do permitido pela legislação do país. Ao todo foram feitas analise de 67 amostras, que não apresentaram irregularidades.
Desde que a Argentina, principal fornecedor do país registrou quebra da safra por problemas climáticos, o Brasil que também apresenta quebra de produção em plena colheita, com oferta abaixo de 5 milhões de toneladas, têm buscado o produto em outro mercados. O estado do Paraná, maior produto teve suas lavouras afetadas pelas chuvas e também pelo fungo brusone e giberela.
De acordo com a consultoria Safras&Mercado, mesmo com a ameaça de forte quebra da safra, os preços do trigo em grão no mercado interno não reagem. No Paraná, há indicação de compra entre R$ 460 e R$ 470 a tonelada e no Rio Grande do Sul, entre R$ 390 e R$ 400.
No mercado internacional, a produção total é estimada em 664 milhões de toneladas, 3% abaixo da safra anterior, que ficou em 682 milhões de toneladas. O consumo global para este ciclo está previsto em 646 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais que eram de 120 milhões no ciclo 2007/08 subirão para 187 milhões para o fim desta safra. (com informações de Valor Econômico).
Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)
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