Mato Grosso do Sul avançou na integração entre ciência e campo com um projeto inovador voltado ao setor florestal. A iniciativa envolve a Semadesc, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a startup Pantabio, e busca desenvolver bioinsumos que melhorem o crescimento de mudas de eucalipto, reduzindo impactos do calor e da seca.
A Pantabio, empresa nascida na UEMS de Aquidauana, utiliza o fungo Trichoderma, coletado em condições extremas do Pantanal. A tecnologia favorece o desenvolvimento das plantas sem depender de produtos químicos, tornando o cultivo mais eficiente e sustentável.
O projeto prevê testes de campo, validação científica e transferência de conhecimento, aproximando universidades, startups e grandes empresas do setor, como Arauco e Bracell. A intenção é criar soluções aplicáveis em larga escala, com resultados reais para produtores e cadeias produtivas.
Para os pesquisadores, a proposta demonstra como a ciência local pode gerar impacto direto na economia do Estado. “Estamos falando de inovação que nasce aqui, preparada para enfrentar desafios do clima e trazer produtividade para os produtores”, afirma Tiago Calves, da Pantabio.
O governo estadual destaca que ações como essa fortalecem o ecossistema de inovação em MS. Segundo o secretário Jaime Verruck, o projeto mostra que o Estado não é apenas um grande produtor de florestas plantadas, mas também capaz de gerar tecnologia própria com identidade regional.
Com o avanço da iniciativa, Mato Grosso do Sul reforça sua posição como polo de inovação sustentável, conectando pesquisa, tecnologia e produção rural, e abrindo caminho para que soluções científicas locais sejam aplicadas em escala nacional e internacional.
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