Normalmente, devido ao excesso de plantio na mesma lavoura, com o tempo, o solo passa apresentar enfraquecimento de fertilidade, devido à falta de cálcio que a terra precisa para enriquecer sua produtividade.
Nesse contexto, a adubação e a calagem são práticas utilizadas para melhorar a fertilidade e corrigir a acidez do solo, aumentando a produção agrícola. A adoção da prática de rotação de culturas também é importante para sustentar a produtividade, em longo prazo. De acordo com o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Carlo Magri, o cultivo do arroz é excelente para o melhoramento. “A cultura do arroz é tolerante a acidez do solo. É muito mais viável, assim além do produtor produzir grãos ele também está adubando o solo, sem usar produtos químicos ou tóxicos. É ecologicamente correto! – ressalta Magri.
A produção de arroz, normalmente é feito por sistema de irrigação, pois é uma cultura que exige muita água,. No caso do arroz de sequeiro, é fundamental. A planta precisa de água, sem o que não produz. Em fases críticas de seu crescimento, quando falta umidade, o resultado da cultura é negativo. Para germinar, as sementes necessitam de umidade. No perfilhamento, a água é importante também. Mas a planta começa a precisar mesmo, quando principia o emborrachamento, cerca de 30 dias antes da emergência das flores. Se não tiver umidade durante o emborrachamento, o futuro cacho fica encruado, não se formando. Se houver condições dele se formar, dá "cacho brancos", isto é, sem grãos.
Além disso, o produtor deve ficar atento a pragas e doenças que atacam principalmente no período de desenvolvimento da planta.
Em Mato Grosso do Sul, a maior parte do plantio é focada na produção de grãos. Já são mais de 16 mil hectares destinados ao cultivo do arroz, como uma produção de 106,2 mil toneladas de grãos. Bem menor do que a safra 2004/2005 onde a área de plantio registrava 42.115 hectares, com uma produção de 216, 3 mil toneladas, correspondendo à redução 61 % na área cultivada e a redução de 51 % na produção. Entretanto houve um acréscimo de 1.273 kg/ha na produtividade, equivalente a 25%. “ Por um lado isso é bom, pois hoje temos produtores rurais efetivos e a qualidade do arroz está bem melhor do que antes” – acrescenta Magri.
Nesta semana produtores rurais, preocupados com o destino do cultivo do arroz no Estado, se reuniram na sede da Famasul, em Campo Grande, com a presença de pesquisadores, para elaboração um diagnostico sobre a situação de do arroz no Estado, com a intenção de pedir ao Governo de MS. “Hoje MS não produz nem o que consome. Tudo o que é cultivado aqui, vai para Minas Gerais, Brasília e São Paulo. Não temos logística boa, precisamos mudar isso” – desabafa o presidente da Associação dos Produtores de Arroz Irrigados do MS, Roberto Coelho.
O documento será entregue ao governador entre 10 a 20 dias.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.
