Segundo o presidente da Aeagran (Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados) Bruno Tomasini, as geadas, principalmente na região sul, e o longo período de estiagem em boa parte das lavouras do Estado contribuíram de forma significativa para o mau desempenho das plantas.
“Constatamos que existem vários níveis de prejuízos. As lavouras plantadas antecipadamente tiveram menos problemas. Então podemos dizer que cerca de 15% das lavouras apresentaram um bom rendimento. O problema é que a maior parte foi seriamente afetada e não vai render o que se esperava”, disse Tomasini.
Na região sul do Estado, onde se concentra a maior parte das lavouras, a média geral de produtividade deve oscilar entre 45 e 50 sacas por hectare, o que corresponde a um total de 2,7 mil quilos a 3 mil quilos por hectare, respectivamente.
Mesmo sem o balanço final da lavoura já é possível constatar que a média projetada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) antes da colheita não se confirmará. Na estimativa feita ainda no primeiro semestre a expectativa era colher no Estado cerca de 2,9 milhões de toneladas do milho safrinha.
ZONEAMENTO
Mato Grosso do Sul e mais quatro Estados brasileiros já estão desenvolvendo ações de zoneamento agrícola de risco climático para o milho. A determinação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que publicou portarias no mês passado abrangendo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais.
Classificado como um estudo e atuando como um comportamento defensivo, o zoneamento agrícola de risco climático analisa quais os melhores períodos para plantio por município, por tipo de solo e por ciclo de cultivares, de forma a reduzir as chances de adversidades climáticas. A expectativa é de que as colheitas sejam favoráveis por oito anos, e que os resultados sejam satisfatórios por dez anos.
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