O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou comunicado esta semana informando que ''está em tratativas com o setor de frigoríficos para, entre outras medidas, exigir providências no sentido de aumentar o controle da cadeia de fornecedores''. Segundo o banco, ''essas providências vão além das regras já existentes e cumpridas pelo Banco de não conceder financiamento a empresas que desrespeitem o meio ambiente e que adotem trabalho escravo e mão de obra infantil''.
O comunicado foi provocado pela divulgação de uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), a ''Amigos da Terra - Amazônia Brasileira'', de que iria entrar com um ofício na Justiça contra o banco. ''O BNDES deverá responder solidariamente com os frigoríficos pelos danos apontados em diversas ações do Ministério Público Federal'', relacionadas ao desmatamento para formar áreas de criação de gado.
Segundo a Oscip, ''apenas no estado do Pará, o MPF já demandou uma indenização de R$ 2,1 bilhões aos frigoríficos''. A Oscip lembra, e o banco reconhece, que a instituição estatal tem participação de capital em frigoríficos. Segundo a Amigos da Terra, em 2008 o BNDES investiu ''R$ 5,865 bilhões em operações diretas (na forma de participação de capital) em frigoríficos, dos quais R$ 4,7 bilhões nos quatro principais grupos da pecuária bovina''.
A instituição estatal de fomento abre o seu comunicado garantindo que ''O BNDES não é e não será, jamais, transigente com desmatamento na Amazônia''. De acordo com o banco, ''o BNDES tem compromisso firme e inequívoco com a preservação do meio ambiente, compromisso este reforçado pela responsabilidade assumida pelo Banco de gestor do Fundo Amazônia''. (Fonte: Agência Estado)
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