O adiamento complica a situação da indústria brasileira, que tem estoques até o fim de maio e pode ser obrigada a importar o produto dos Estados Unidos e do Canadá, onde o preço é mais caro e o frete encarece o produto. A conseqüência seria o repasse do aumento do custo para o consumidor.
O governo de Cristina Kirchner havia anunciado na terça-feira que só retomaria as exportações de trigo do país quando fechar um acordo com os ruralistas. Mas o acordo é cada vez mais distante diante do endurecimento do próprio governo na mesa de diálogo.
Na terça, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, afirmou que a suspensão começa a preocupar o País. "Esse assunto preocupa do ponto de vista da questão inflacionário porque o trigo está presente em vários produtos da cesta básica nacional", disse.
Ramalho, que está na Argentina, deve se reunir nesta quarta com autoridades do governo para obter mais informações sobre a retomada das exportações.
O consumo brasileiro de trigo é de 10,5 milhões de toneladas, das quais só produz 3 milhões - o restante vem da Argentina. "Temos de saber se vão reabrir as exportações porque, se não, temos de importar de outros países", afirmou.
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