Mas é possível competir ou até mesmo aproveitar a cana-de-açúcar para melhorar a rentabilidade da produção de leite. A afirmação é do médico veterinário Matozalém Camilo Neto, do projeto Educampo, do Sebrae Minas Gerais. Nesta semana, ele e outros pesquisadores estiveram em Goiânia para um workshop sobre competitividade do leite.
Não há números precisos, mas Matozalém afirma que no Triângulo Mineiro e no Sudoeste goiano já é possível notar que existem menos produtores de leite do que antes da chegada da cana-de-açúcar. Apesar disso, ele afirma que a produção leiteira tem aumentado. “É a prova de que, com um manejo correto, é possível até ter menos animais e produção maior”, acrescenta.
Na maioria das vezes, o abandono da atividade leiteira nessas regiões, explica Matozalém, acontece porque o produtor arrenda a terra para a cultura da cana-de-açúcar. “Ele fica sem atividade nenhuma e vai para a cidade. Isso acaba se tornando um problema do ponto de vista social”, analisa o pesquisador.
Integração
Segundo Matozalém, a cultura da cana-de-açúcar deve ser vista como uma aliada para o pecuarista do leite, evitando o abandono total da atividade. Um dos pontos onde há possibilidade de integração é o aproveitamento da cana-de-açúcar na alimentação dos animais.
Matozalém explica que a tecnologia de melhoramento da cana-de-açúcar que as usinas desenvolvem favorece a pecuária leiteira. “Se as variedades são boas para as usinas, também servem para a alimentação do gado. O produtor deve aproveitar essa proximidade”, diz.. (Fonte: O Popular )
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