A campanha do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) iniciou neste fim de semana pesquisas quantitativas e qualitativas para avaliar ao menos quatro possíveis nomes para compor a chapa como candidato a vice-presidente.
Entre os nomes analisados estão o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); a senadora Tereza Cristina (PP-MS); e as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).
A estratégia da legenda é identificar qual perfil tem maior potencial de ampliar votos e, ao mesmo tempo, reduzir a rejeição do senador em um eventual cenário de disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A definição do nome deve ocorrer após a conclusão desses levantamentos.
De acordo com lideranças do partido, há uma inclinação significativa pela escolha de uma mulher para a vice-presidência. Conforme apurado pelo site Metrópoles, essa composição poderia ajudar Flávio Bolsonaro a ampliar o apoio entre o eleitorado feminino, onde o bolsonarismo enfrenta maior resistência.
Caso essa estratégia seja mantida, os nomes da senadora Tereza Cristina e das deputadas Simone Marquetto e Clarissa Tércio podem ganhar ainda mais força dentro do partido.
Nesse grupo, Tereza Cristina aparece como uma das mais bem posicionadas, embora demonstre resistência à possibilidade. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, já declarou publicamente que vê a senadora como o nome ideal para o cargo.
Durante agenda na Expogrande, em Campo Grande, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou que a senadora seria a “vice dos sonhos”. Do outro lado, Tereza Cristina desconversa e já declarou que seu foco é o Senado Federal, embora não feche as portas para mudanças no cenário político.
“Tereza é o sonho de consumo de todo mundo, sou fã. Mas vice vai ser muito mais para frente”, disse Flávio Bolsonaro durante visita a Campo Grande, na semana passada.
Outros nomes
No caso da deputada Simone Marquetto (PP-SP), caso seja escolhida, a estratégia do PL seria buscar maior aproximação com o eleitorado católico, hoje considerado mais alinhado ao presidente Lula.
Já Clarissa Tércio (PP-PE) pode ajudar Flávio Bolsonaro a ampliar apoio no Nordeste, região historicamente favorável a candidatos do Partido dos Trabalhadores.
Outro nome que ganha força nos bastidores é o de Romeu Zema, que carrega o peso do eleitorado mineiro, considerado estratégico em eleições presidenciais. Apesar disso, levantamentos internos do PL indicam que sua influência em âmbito nacional ainda é limitada.
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