O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições deste ano.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo Valor Econômico, Barbosa comunicou a interlocutores que decidiu recuar após avaliar que as condições estipuladas para sua candidatura não foram atendidas pelo Democracia Cristã (DC).
Joaquim Barbosa foi apresentado como pré-candidato à Presidência da República pela legenda em maio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ex-ministro afirmou que só levaria adiante o projeto caso houvesse “boa receptividade” do eleitorado e uma estrutura partidária capaz de sustentar a campanha.
Nos últimos meses, Barbosa também utilizou as redes sociais para informar que estava analisando a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto.
“Pretendo usar minhas redes sociais de forma mais ativa, o que me permitirá manter um diálogo mais frequente com vocês”, escreveu.
Outro fator acompanhado de perto pelo ex-ministro eram os levantamentos eleitorais divulgados recentemente. Na pesquisa mais recente da Quaest, Barbosa apareceu com 1% das intenções de voto, mesmo percentual registrado anteriormente pelo Datafolha.
O Democracia Cristã realiza sua convenção partidária no dia 5 de agosto, data em que a legenda pretendia oficializar a candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República.
O presidente nacional do partido, João Caldas, afirmou ter sido surpreendido pela decisão. Segundo ele, a sigla vinha trabalhando ativamente para consolidar apoios políticos em torno da candidatura do ex-ministro.
“Nesses 15 dias [entre 20 de julho e 5 de agosto], muitas coisas podem acontecer. O caso mais concreto é que foi conversada uma coligação com partidos, e nós estamos esperando o que vai acontecer”, declarou.
Desavenças internas
Conforme informou o Valor Econômico, a escolha de Joaquim Barbosa provocou divergências dentro do DC entre João Caldas e o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo, que até então era apontado como pré-candidato à Presidência.
Insatisfeito com a decisão da legenda, Rebelo afirmou que não abriria mão da pré-candidatura, fez críticas públicas à direção do partido e chegou a ser expulso da sigla. Posteriormente, porém, recorreu à Justiça e conseguiu ser reintegrado ao Democracia Cristã.
Integrantes da pré-campanha de Aldo Rebelo avaliam que a desistência de Joaquim Barbosa pode abrir caminho para a retomada de sua pré-candidatura à Presidência da República.
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