Os trabalhos de acesso à nova ponte da Rota Bioceânica seguem incompletos, apesar de faltarem apenas 166 metros para conectar Brasil e Paraguai. A terraplanagem — etapa mais cara do contrato — está suspensa enquanto empreiteiras reivindicam reajuste. “O valor previsto não cobre mais os custos da obra”, afirmaram representantes do consórcio PDC Fronteira.
Mesmo com a parte estrutural da ponte avançada, outras etapas seguem longe de começar, como o enorme aterro onde será instalada a área aduaneira. Essa parte do projeto, orçada em R$ 126,6 milhões, depende da retomada da terraplanagem. Atualmente, apenas obras menores, como pontes auxiliares e estruturas para escoamento de água, continuam em andamento.
O consórcio contratado aceitou executar o trecho por R$ 472,4 milhões, valor muito próximo ao limite estabelecido pelo DNIT. Inicialmente, porém, a proposta apresentada havia sido de R$ 665 milhões. “Houve pressão para reduzir os custos, mas a realidade do Pantanal exige intervenções muito mais complexas”, relatou um técnico que acompanha o projeto.
Com o impasse financeiro e a paralisação parcial das atividades, o acesso brasileiro, antes previsto para 2026, deve ser concluído apenas em 2028. Além disso, o lado paraguaio sequer iniciou seus cinco quilômetros de ligação. A ponte, parte da Rota Bioceânica, é considerada estratégica para integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, mas o atraso ameaça o cronograma internacional.
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