A Iniciativa Global sobre a Captura de Espécies Migratórias (GTI) foi lançada durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, realizada na quarta-feira (25), em Campo Grande (MS). A proposta reúne governos e organizações internacionais para enfrentar a captura ilegal de animais silvestres.
A criação da GTI responde aos dados do relatório Estado das Espécies Migratórias do Mundo (2024), que aponta a captura predatória como uma das maiores ameaças à biodiversidade global. Segundo o levantamento, cerca de 70% das quase 1.200 espécies listadas na convenção são afetadas pela prática.
De acordo com a secretária-executiva da convenção, Amy Fraenkel, o problema vai além do tráfico internacional. “Esse foi um dado surpreendente e foi justamente o que motivou o desenvolvimento desta iniciativa: a necessidade de responder melhor a esse problema dentro da CMS”, afirmou.
A iniciativa foca especialmente em fatores locais, como consumo de subsistência, práticas culturais e mercados internos, que também pressionam as populações de animais migratórios. A proposta é preencher lacunas deixadas por acordos que tratam principalmente do comércio internacional.
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Segundo Fraenkel, a GTI atuará como uma coalizão global para melhorar o monitoramento, fortalecer leis nacionais e ampliar o engajamento das comunidades. “A iniciativa vai ajudar a identificar onde a captura é mais intensa e alinhar regras entre países, garantindo maior proteção às espécies”, destacou.
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