Consolidando o país na agenda ambiental global, o Brasil passará a presidir a Conferência das Partes da COP 15 (Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias) a partir do evento que será realizado em Campo Grande, na próxima semana. A informação foi confirmada pelo presidente da conferência, João Paulo Capobianco, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18).
Segundo Capobianco, o Brasil ficará à frente da convenção pelos próximos três anos. Nesse período, a meta é ampliar o número de países participantes do acordo internacional, que atualmente reúne 132 nações, além da União Europeia.
Durante a coletiva, ele também afirmou que o governo brasileiro já iniciou articulações diplomáticas com outros países.
“Até o momento, convidamos 18 países que ainda não integram o acordo para participar da conferência”, destacou, ressaltando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou convites a países estratégicos.
Cooperação internacional
Na coletiva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou que o sucesso das metas da COP 15 depende diretamente da cooperação entre os países. Segundo ela, a conservação das espécies migratórias exige atuação conjunta, já que esses animais atravessam fronteiras e não respeitam limites políticos.
A ministra também destacou que as espécies migratórias funcionam como indicadores ambientais, refletindo como as nações lidam com a preservação da biodiversidade.
Ela ainda ressaltou o caráter técnico da conferência, que já conta com cerca de 2 mil participantes inscritos, entre representantes de diferentes delegações. Segundo Marina, a participação de cada um é essencial para o avanço das ações de proteção às espécies ameaçadas.
• Saiba mais sobre a COP15 em Campo Grande
COP 15
Campo Grande será sede da conferência entre os dias 23 e 29 de março de 2026. O evento é organizado pela Organização das Nações Unidas e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, reunindo representantes de mais de 130 países e cerca de 2 mil participantes.
A COP15 integra a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, tratado global criado no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com foco na proteção de espécies migratórias e cooperação internacional ambiental.
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