Após anos de impasse e discussões, a Ferrovia Malha Oeste, que interliga as cidades de Corumbá e Mairinque, voltou à pauta do governo federal, que pretende destravar investimentos e realizar uma nova concessão ainda neste ano.
Construída há mais de 100 anos, a ferrovia possui 1.973 quilômetros de extensão e atualmente opera com baixa capacidade. O trecho localizado em Mato Grosso do Sul é considerado estratégico para o escoamento de minério de ferro e manganês produzidos em Corumbá, além de grãos e celulose do Estado com destino ao Porto de Santos, em São Paulo.
Com o fim da concessão atual, o governo federal decidiu relicitar o trecho, incluindo investimentos voltados para a modernização completa da via férrea.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o projeto está em fase de reestruturação e o Ministério dos Transportes trabalha para concluir uma nova modelagem ainda em maio deste ano. Após essa etapa, a previsão é que o projeto seja encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU). Com o aval do órgão, o leilão poderá entrar na fila de concessões previstas para o segundo semestre.
O ministro George Santoro afirmou, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que a nova modelagem busca atrair investidores interessados no setor ferroviário. A aposta do governo é reduzir gargalos logísticos que encarecem o frete no Centro-Oeste.
Ainda de acordo com Santoro, o governo contará com uma nova linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com prazo mínimo de 50 anos e período de carência nos primeiros anos das obras.
“É fundamental para projetos greenfield e para reestruturações pesadas como a Malha Oeste”, afirmou o ministro ao Valor Econômico.
Apesar da taxa Selic em 14,5% ao ano elevar os custos do financiamento, a avaliação do governo é que a previsibilidade regulatória e uma matriz de risco bem definida devem manter o interesse do mercado.
Para impulsionar o projeto, o TCU deve concluir uma nova análise até junho deste ano. Segundo Santoro, novos grupos já demonstraram interesse nos ativos ferroviários, indicando possibilidade de forte concorrência no futuro leilão.
“O desafio é manter a carteira no cronograma”, destacou o ministro.
A expectativa do governo federal é movimentar até R$ 500 bilhões em investimentos em ferrovias e rodovias ao longo dos próximos oito anos.
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