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15 dias

Ministério Público do Trabalho dá prazo para Santa Casa discutir sobrecarga de enfermeiros

Mediação no Ministério Público do Trabalho estabeleceu prazo para hospital e sindicato buscarem soluções para denúncias de desvio e sobrecarga de atividades

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação/Santa Casa

Mediação no Ministério Público do Trabalho estabeleceu prazo para hospital e sindicato buscarem soluções para denúncias de desvio e sobrecarga de atividades

Mediação no Ministério Público do Trabalho estabeleceu prazo para hospital e sindicato buscarem soluções para denúncias de desvio e sobrecarga de atividades

A Santa Casa de Campo Grande terá 15 dias para discutir alternativas aos problemas de acúmulo e desvio de funções denunciados por profissionais de enfermagem. O prazo foi definido durante uma mediação realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), com participação do sindicato da categoria e representantes do hospital.

Segundo o Siems (Sindicato dos Trabalhadores da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), enfermeiros e técnicos estariam assumindo atividades como coleta de exames e transporte de pacientes. Durante o período estabelecido, representantes do sindicato, do setor de Recursos Humanos e da gestão de enfermagem deverão identificar os pontos mais críticos e discutir possíveis soluções. Uma nova reunião foi marcada para 19 de outubro.

A discussão ganhou força após a Santa Casa encerrar o contrato com o laboratório que realizava coletas de exames dentro da instituição. Conforme o sindicato, parte desse serviço passou a ser executada por profissionais da enfermagem. A entidade também afirma que trabalhadores passaram a transportar pacientes e que houve casos de suspensão de funcionários que se recusaram a desempenhar essa tarefa.

Durante a mediação, a Santa Casa informou que já adotou algumas medidas. A advogada do hospital, Glaucia Piteri, relatou a contratação de 13 profissionais para coleta e o remanejamento de outros sete trabalhadores. Apesar disso, representantes da instituição reconheceram que alguns setores, como a unidade de trauma, ainda não foram contemplados e poderão receber novas contratações.

Sobre o transporte de pacientes, a gestão afirmou que setores como pronto-socorro, cirurgia, clínica médica e hemodiálise possuem maqueiros. Nas UTIs, pacientes em estado crítico são transportados por equipe formada por médico, enfermeiro e fisioterapeuta. A demanda deverá ser encaminhada à superintendência da Santa Casa, que permanece sob intervenção judicial e com a antiga diretoria afastada.

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