Campo Grande recebe, a partir da última segunda-feira (23), a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (COP15), reunindo representantes de 133 países. O encontro coloca em pauta a preservação da biodiversidade global, com foco na proteção das rotas migratórias e dos ecossistemas que garantem a sobrevivência de diversas espécies.
Durante a abertura, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou o cenário preocupante enfrentado pela fauna mundial. “Vivemos um tempo de urgência”, afirmou, ao citar dados que apontam que quase metade das espécies migratórias está em declínio e uma parcela significativa já se encontra ameaçada de extinção.
A ministra também defendeu maior articulação entre países e setores da sociedade. “Precisamos conectar nações, políticas públicas, ciência e conhecimentos tradicionais para garantir que as espécies migratórias continuem seu percurso”, disse, reforçando a necessidade de cooperação internacional diante da crise ambiental.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, ressaltou o papel do Estado no debate global, principalmente pela importância do Pantanal. “Estamos falando de um Estado que tem muito a contribuir para as respostas que a COP precisa dar ao planeta, especialmente em relação ao Pantanal”, declarou.
Riedel também enfatizou que o desenvolvimento econômico deve caminhar junto com a preservação ambiental. “Crescer 5% ou 6% ao ano é relevante, mas crescer assegurando a biodiversidade e avançando rumo ao carbono neutro é ainda mais significativo”, afirmou.
A secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias, Amy Fraenkel, chamou atenção para a necessidade de proteger e conectar habitats. “A proteção das espécies migratórias depende de sistemas eficazes de conservação. Precisamos identificar, proteger e, sobretudo, conectar habitats em escala internacional”, pontuou.
Ela ainda alertou sobre os impactos das ações humanas nos ecossistemas. “Quando os habitats são fragmentados, as espécies ficam mais vulneráveis, aumentando os riscos à sua sobrevivência”, disse, destacando também problemas como caça ilegal, poluição e mudanças climáticas.
• Saiba mais sobre a COP15 em Campo Grande
A expectativa é que a COP15 avance em acordos concretos e fortaleça a cooperação entre os países. O evento também projeta o Pantanal no cenário internacional, reforçando sua importância como um dos principais biomas do mundo e peça-chave na preservação das espécies migratórias.
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