O governo federal confirmou que o leilão da Hidrovia do Rio Paraguai deve ocorrer no segundo semestre deste ano, marcando um novo capítulo na política de infraestrutura logística do País. A iniciativa é vista como estratégica para integrar a produção da América do Sul e ampliar o uso do transporte hidroviário, considerado mais eficiente e menos poluente.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto inaugura um modelo inédito no Brasil. “Será a primeira concessão hidroviária do País, com expectativa de mais de R$ 60 milhões em investimentos”, afirmou. De acordo com ele, a proposta abre caminho para uma agenda mais ampla de parcerias com a iniciativa privada no setor.
O foco principal da hidrovia é melhorar o escoamento de grãos e minérios, especialmente de Mato Grosso do Sul, ao mesmo tempo em que busca compatibilizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Por atravessar o Pantanal, o projeto passou por estudos técnicos e ambientais detalhados, além de etapas de consulta pública, consideradas essenciais para garantir segurança jurídica e ambiental.
Apesar da previsão anunciada, a data final do leilão ainda depende da análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que pode solicitar ajustes na modelagem. Paralelamente, o ministério planeja ampliar o programa de concessões em 2025, com dezenas de leilões de portos, aeroportos e outros ativos. Para Costa Filho, “o objetivo é transferir à iniciativa privada a gestão da infraestrutura, aumentando eficiência e aliviando estados e municípios dessa responsabilidade”.
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