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Mato Grosso do Sul

ANTT reajusta frete rodoviário após alta do diesel

Atualização dos pisos mínimos chega a 7% e setor agropecuário pede revisão do modelo

Elaine Oliveira
Capital News

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os pisos mínimos do frete rodoviário de cargas, com reajustes que variam conforme o tipo de operação. As correções vão de 4,82% a 7%, acompanhando a alta no preço do diesel registrada nos últimos meses.

De acordo com a nova tabela, o transporte rodoviário de carga de lotação (Tabela A) teve aumento de 4,82%, enquanto o transporte com veículo automotor de cargas (Tabela B) subiu 5,57%. Já as operações de alto desempenho registraram reajustes maiores: 6,15% na Tabela C e 7,00% na Tabela D.

A legislação prevê a atualização dos valores sempre que a variação no preço do combustível ultrapassar 5% em relação ao último reajuste. Em janeiro de 2025, o diesel S10 custava R$ 6,08 por litro. Atualmente, o valor chegou a R$ 6,89, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), representando alta de 13,32%.

A medida provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que defende a revisão da metodologia utilizada no tabelamento do frete. Segundo a bancada, o modelo atual não reflete a realidade do transporte no país, ao desconsiderar fatores como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota.

O grupo também sugere a atualização dos parâmetros e maior fiscalização no cumprimento da tabela. A FPA avalia que o cenário evidencia a forte dependência do Brasil em relação ao óleo diesel, cujo preço tem sido impactado por tensões internacionais, como o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Como alternativa, a Frente propõe o avanço de políticas voltadas à transição energética. Entre as medidas defendidas está a revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, que poderia passar dos atuais 15% para 17%. Produzido a partir de biomassas como bagaço da cana-de-açúcar e grãos, o combustível renovável é apontado como uma forma de reduzir a dependência de fontes fósseis e ampliar a geração de renda no campo.

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