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Polícia Quinta-feira, 30 de Julho de 2015, 17:54 - A | A

Quinta-feira, 30 de Julho de 2015, 17h:54 - A | A

Morte Oncologia

Polícia indicia cinco pessoas por morte de três pacientes de oncologia na Santa Casa

A causa da morte, segundo a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pela investigação, foi a manipulação errada de medicamentos para quimioterapia

Alberto Gonçalves
Capital News

Deurico/Capital News

Polícia indicia cinco pessoas por morte de três pacientes de oncologia na Santa Casa

Delegada Ana Cláudia Medina com as paginas do inquérito policial

Após um ano do início das investigações sobre a morte de três pacientes e mais lesões corporais em outra doente, que faziam tratamento na oncologia da Santa Casa, que na época tinha o serviço terceirizado, a Polícia Civil conclui o caso e indiciou cinco pessoas. A causa da morte das pacientes ficou comprovado que foi resultado da manipulação errada da medicação a ser ministrada para a quimioterapia.

 

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A delegada Ana Cláudia Medina, responsável pela investigação e titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) fez a apresentação dos resultados nesta quinta-feira (30). O inquérito, com mais 10 mil páginas, foi concluído na segunda-feira (27).  Segundo a delegada, não existe registro de qualquer outro caso semelhante em todo o território brasileiro, apenas este em Mato Grosso do Sul.

 

Indiciados
Os indiciados serão o médico e proprietário da clínica, que tinha o contrato terceirizado para prestar o serviço de oncologia na Santa Casa, José Maria Ascenzo, 61 anos, que responderá por homicídio doloso, com aumento da pena, pois as vítimas tinham acima de 60 anos. A delegada Medina explica o por quê do indiciamento por crime doloso: “Nesse caso, mesmo que não quisesse morte e lesões gravíssimas, entendemos que ele assumiu todos os riscos, ao deixar o setor funcionando fora de todos os procedimentos operacionais padrão. Além de responder por lesão corporal grave, em relação a uma das vítimas que na época conseguiu sobreviver.

Deurico/Capital News

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O inquérito, com mais 10 mil páginas, foi concluído na segunda-feira (27)


Outro indiciado, por homicídio culposo, é o farmacêutico Rafael Castro Fernandes, 32 anos. “Rafael, nas investigações comprovamos que o farmacêutico não tinha conhecimento adequado para a manipulação desse tipo de medicação para quimioterapia. Tanto assim, que por erro ocorrido no período da manhã, ao manipular as bolsas com o medicamento 5 fluorouracil, incluiu na medicação, a ser ministrada às pacientes o remédio Metrotexate, que estava no local, mas para ser aplicado em paciente de câncer de mama, e não naquelas vítimas. Nesse caso houve reação causando lesões e posteriormente a morte das três vítimas”, esclarece.


Também foi indiciado o médico assistente dessas pacientes, Henrique Wesley Ascenzo, 33 anos, filho de José Maria, que era o responsável técnico do setor.


A farmacêutica, do período vespertino, Rita de Cássia Junqueira Godinho Cunha, 50 anos, responderá por falsidade ideológica. “Nesse caso ela lançava o serviço de manipulação como se ela tivesse feito procedimento, porém esse trabalho era feito no período matutino. Isso constitui inserir informação que não é verídica, o que causou grande prejuízo nas investigações”, informou a delegada Medina.


Por último a enfermeira Giovana de Carvalho Penteado, 29 anos, que manipulou material quimioterápico, como também teria treinado o farmacêutico Rafael para a manipulação, vai responder por exercício ilegal da profissão, pois somente um farmacêutico pode manipular medicamentos.
Todos responderão ao processo, que já foi encaminhado ao Judiciário, em liberdade e ficará na definição do Ministério Público em fazer a acusação e o caso ir a julgamento.


As vítimas foram as pacientes: Carmen Insfran Bernard, Norotilde de Araujo Greco e Maria Gloria Guimarães, que morreram em 2014, enquanto que Margarida Isabel de Oliveira sofreu lesões graves, devido ao mesmo tratamento recebido e morreu em janeiro deste ano.

Deurico/Capital News

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Marta Insfran, irmã da paciente Carmen

 

Parentes

A irmã da paciente Carmen, a senhora Marta Insfran Bernard, disse que ficou satisfeita com o trabalho realiado pela Polícia Civil na investigação, e espera que finalmente seja feita a justiça. Ela disse que esperava ansiosa pela conclusão do inquérito e não descarta a possibilidade de, juntamente com familiares das outras vítimas mover um processo por indenização.

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Maria Verônica, cunha da paciente Maria da Glória


A cunhada de Maria da Glória, a senhora Maria Verônica foi outra parente que acompanhou a divulgação feita pela Polícia Civil, e explicou que na ocasião do acontecimento, soube através de notícias que duas pacientes teriam morrido e a família havia feito boletim de ocorrência. Então, relacionou os fatos e a situação ocorrida com sua cunhada e também foi procurar a polícia. Ela disse estar atenta a tudo o que irá acontecer e confiante em um final vitorioso com justiça para os familiares.

 

Santa Casa

A médica Priscilla Alexandrino, da Santa Casa de Campo Grande, que acompanhou a sindicância interna no hospital, explicou que a direção do hospital ao tomar conhecimento dos fatos, de imediato rompeu o contrato de terceirização da Oncologia. hoje, segundo explicou o setor oncológico é feito pela própria instituição.

 

Ao verificar com a investigação da polícia que a troca de medicamentos poderia ter acontecido, acreditamos que o efeito poderia ter sido muito maior, ou seja dez mais que a outra medicação e como consequência os efeitos colaterias", disse a médica.

Deurico/Capital News

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Priscilla Alexandrino

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JOAQUIMDURAN DA SILVA 02/08/2015

QUANDO O SER HUMANO FAZ DE COBAI OUTRO SERHUMANO, VEM COM MUITA NITIDEZ EM MENTE A FRIEZA E CAPACIDADE DE BRINCAR COM A VIDA DE OUTREM. HITLLER, FAZIA ISTO COM NATURALIDADE DEMONIACA. O MUNDO NAO MUDOU O BASTANTE , QUEM ESTA PRESO, QUEM FOI PUNIDO ATE O MOMENTO, SERA QUE A POLICIA VAI SE ENVERGAR ALGUNS CULTUADORES DE FILOSOFIAS DEMONIACAS, AONDE NINGUEM PRENDE NINGUEM E FICA POR ISSO MESMO, VEREMOS ESTAS PESSOAS SE QUE PODEMOS CHAMALAS DE PESSOAS. CIRCULANDO EM NOSSO MEIO COM NATURALIDADE FRATERNAL.

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