Após um ano do início das investigações sobre a morte de três pacientes e mais lesões corporais em outra doente, que faziam tratamento na oncologia da Santa Casa, que na época tinha o serviço terceirizado, a Polícia Civil conclui o caso e indiciou cinco pessoas. A causa da morte das pacientes ficou comprovado que foi resultado da manipulação errada da medicação a ser ministrada para a quimioterapia.
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A delegada Ana Cláudia Medina, responsável pela investigação e titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) fez a apresentação dos resultados nesta quinta-feira (30). O inquérito, com mais 10 mil páginas, foi concluído na segunda-feira (27). Segundo a delegada, não existe registro de qualquer outro caso semelhante em todo o território brasileiro, apenas este em Mato Grosso do Sul.
Indiciados
Os indiciados serão o médico e proprietário da clínica, que tinha o contrato terceirizado para prestar o serviço de oncologia na Santa Casa, José Maria Ascenzo, 61 anos, que responderá por homicídio doloso, com aumento da pena, pois as vítimas tinham acima de 60 anos. A delegada Medina explica o por quê do indiciamento por crime doloso: “Nesse caso, mesmo que não quisesse morte e lesões gravíssimas, entendemos que ele assumiu todos os riscos, ao deixar o setor funcionando fora de todos os procedimentos operacionais padrão. Além de responder por lesão corporal grave, em relação a uma das vítimas que na época conseguiu sobreviver.
Outro indiciado, por homicídio culposo, é o farmacêutico Rafael Castro Fernandes, 32 anos. “Rafael, nas investigações comprovamos que o farmacêutico não tinha conhecimento adequado para a manipulação desse tipo de medicação para quimioterapia. Tanto assim, que por erro ocorrido no período da manhã, ao manipular as bolsas com o medicamento 5 fluorouracil, incluiu na medicação, a ser ministrada às pacientes o remédio Metrotexate, que estava no local, mas para ser aplicado em paciente de câncer de mama, e não naquelas vítimas. Nesse caso houve reação causando lesões e posteriormente a morte das três vítimas”, esclarece.
Também foi indiciado o médico assistente dessas pacientes, Henrique Wesley Ascenzo, 33 anos, filho de José Maria, que era o responsável técnico do setor.
A farmacêutica, do período vespertino, Rita de Cássia Junqueira Godinho Cunha, 50 anos, responderá por falsidade ideológica. “Nesse caso ela lançava o serviço de manipulação como se ela tivesse feito procedimento, porém esse trabalho era feito no período matutino. Isso constitui inserir informação que não é verídica, o que causou grande prejuízo nas investigações”, informou a delegada Medina.
Por último a enfermeira Giovana de Carvalho Penteado, 29 anos, que manipulou material quimioterápico, como também teria treinado o farmacêutico Rafael para a manipulação, vai responder por exercício ilegal da profissão, pois somente um farmacêutico pode manipular medicamentos.
Todos responderão ao processo, que já foi encaminhado ao Judiciário, em liberdade e ficará na definição do Ministério Público em fazer a acusação e o caso ir a julgamento.
As vítimas foram as pacientes: Carmen Insfran Bernard, Norotilde de Araujo Greco e Maria Gloria Guimarães, que morreram em 2014, enquanto que Margarida Isabel de Oliveira sofreu lesões graves, devido ao mesmo tratamento recebido e morreu em janeiro deste ano.
Parentes
A irmã da paciente Carmen, a senhora Marta Insfran Bernard, disse que ficou satisfeita com o trabalho realiado pela Polícia Civil na investigação, e espera que finalmente seja feita a justiça. Ela disse que esperava ansiosa pela conclusão do inquérito e não descarta a possibilidade de, juntamente com familiares das outras vítimas mover um processo por indenização.
A cunhada de Maria da Glória, a senhora Maria Verônica foi outra parente que acompanhou a divulgação feita pela Polícia Civil, e explicou que na ocasião do acontecimento, soube através de notícias que duas pacientes teriam morrido e a família havia feito boletim de ocorrência. Então, relacionou os fatos e a situação ocorrida com sua cunhada e também foi procurar a polícia. Ela disse estar atenta a tudo o que irá acontecer e confiante em um final vitorioso com justiça para os familiares.
Santa Casa
A médica Priscilla Alexandrino, da Santa Casa de Campo Grande, que acompanhou a sindicância interna no hospital, explicou que a direção do hospital ao tomar conhecimento dos fatos, de imediato rompeu o contrato de terceirização da Oncologia. hoje, segundo explicou o setor oncológico é feito pela própria instituição.
Ao verificar com a investigação da polícia que a troca de medicamentos poderia ter acontecido, acreditamos que o efeito poderia ter sido muito maior, ou seja dez mais que a outra medicação e como consequência os efeitos colaterias", disse a médica.






JOAQUIMDURAN DA SILVA 02/08/2015
QUANDO O SER HUMANO FAZ DE COBAI OUTRO SERHUMANO, VEM COM MUITA NITIDEZ EM MENTE A FRIEZA E CAPACIDADE DE BRINCAR COM A VIDA DE OUTREM. HITLLER, FAZIA ISTO COM NATURALIDADE DEMONIACA. O MUNDO NAO MUDOU O BASTANTE , QUEM ESTA PRESO, QUEM FOI PUNIDO ATE O MOMENTO, SERA QUE A POLICIA VAI SE ENVERGAR ALGUNS CULTUADORES DE FILOSOFIAS DEMONIACAS, AONDE NINGUEM PRENDE NINGUEM E FICA POR ISSO MESMO, VEREMOS ESTAS PESSOAS SE QUE PODEMOS CHAMALAS DE PESSOAS. CIRCULANDO EM NOSSO MEIO COM NATURALIDADE FRATERNAL.
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