A Polícia Federal prendeu em flagrante uma pessoa por fraude processual durante o cumprimento da segunda fase da Operação Teko Porã, deflagrada nesta terça-feira (16) em Mato Grosso do Sul. A prisão ocorreu após a tentativa de destruição de provas ligadas à investigação sobre a morte do indígena Guarani Kaiowá Vicente Fernandes.
O crime aconteceu em 16 de novembro de 2025, na região da Aldeia Pyelito Kue, em Iguatemi. Vicente foi morto com um tiro na nuca durante um ataque atribuído a pistoleiros. Na ocasião, a comunidade indígena enfrentava uma série de conflitos após a retomada de parte do território tradicional sobreposto à Fazenda Cachoeira.
Além da morte de Vicente, o episódio deixou outras quatro pessoas feridas. Relatos da época apontam que o ataque envolveu disparos de munição letal, balas de borracha e incêndios, criando um cenário de intensa violência na área.
As investigações tiveram início ainda em 2025, quando a Polícia Federal lançou a primeira fase da Operação Teko Porã para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar os responsáveis pelo homicídio.
Nesta nova etapa, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado aos investigados. Durante as diligências, uma pessoa foi flagrada tentando eliminar elementos considerados importantes para a apuração do caso e acabou presa por fraude processual.
Segundo a Polícia Federal, a segunda fase da operação tem como objetivo aprofundar a coleta de provas e avançar na responsabilização dos envolvidos no ataque à comunidade indígena e na morte de Vicente Fernandes.
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