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Polícia Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026, 14:43 - A | A

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026, 14h:43 - A | A

Investigação

Operação investiga esquema com clínicas de dependentes químicos em Mato Grosso do Sul

Ação da Deccor cumpre 14 mandados e apura possíveis crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/PCMS

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A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Cura Terapêutica, que investiga um grupo suspeito de utilizar empresas que ofereciam serviços de internação de dependentes químicos custeados pelo poder público.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Dourados, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados e Ponta Porã. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens e valores que ultrapassam R$ 1 milhão.

Durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante. Elas são investigadas por posse irregular de arma de fogo, tráfico de drogas, sequestro e cárcere privado.

Divulgação/PCMS

Operação investiga esquema com clínicas de dependentes químicos em Mato Grosso do Sul

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Pessoa é encontrada em cárcere privado

Divulgação/PCMS

Operação investiga esquema com clínicas de dependentes químicos em Mato Grosso do Sul

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Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram uma pessoa mantida em cárcere privado.

Também foram apreendidas três armas de fogo, munições, medicamentos de uso controlado armazenados de forma irregular, cartões bancários em nome de terceiros, documentos e outros materiais que poderão auxiliar nas investigações.

Segundo a Deccor, a apuração começou há pouco mais de um ano e identificou indícios de que empresas formalmente diferentes mantinham vínculos e atuavam de maneira coordenada.

Ao todo, 13 pessoas físicas e jurídicas são investigadas.

Contratos públicos na mira

A investigação aponta que estabelecimentos ligados ao grupo teriam oferecido ao poder público serviços de internação para dependentes químicos sem cumprir requisitos necessários para funcionar como clínicas especializadas.

Fiscalizações identificaram problemas como falta de alvarás sanitários, ausência de equipe técnica mínima e condições inadequadas nas instalações.

A polícia também investiga a forma como os serviços eram contratados e pagos. Há suspeitas de contratações diretas pelo poder público e de pagamentos realizados após decisões judiciais.

Divulgação/PCMS

Operação investiga esquema com clínicas de dependentes químicos em Mato Grosso do Sul

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De acordo com a decisão judicial, empresas supostamente ligadas ao mesmo grupo apresentavam propostas em processos de contratação e orçamentos utilizados em ações judiciais, apesar de indícios de que seriam controladas pelas mesmas pessoas e atuariam de forma conjunta.

Em uma análise de 66 processos judiciais dos anos de 2023 e 2024, a investigação estimou uma vantagem econômica superior a R$ 1 milhão relacionada às contratações sob apuração.

Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas entre pessoas físicas e empresas investigadas, que passaram a ser analisadas como possíveis indícios de lavagem de dinheiro.

A operação mobilizou 36 policiais civis e contou com apoio da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Farmácia.

As investigações continuam para esclarecer o funcionamento do suposto esquema e definir a participação de cada investigado.

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