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Polícia Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 10:41 - A | A

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Operação Amparo

Operação Amparo ouve 30 pessoas e apreende celulares em investigação contra creche

Polícia Civil apura denúncias de maus-tratos, tortura e omissão contra crianças em Nova Andradina

Elaine Oliveira
Capital News

Márcio Rogério/Nova News

1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina

1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina

A Operação Amparo, que investiga denúncias de violência e maus-tratos contra crianças em uma creche de Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande, já ouviu formalmente 30 pessoas. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil após ganhar repercussão no dia 20 de setembro.

A operação apura suspeitas de maus-tratos, tortura e omissão na comunicação de violência contra crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Civil, entre os depoimentos estão relatos de mães, ex-funcionários e outras pessoas que teriam conhecimento dos fatos.

Durante as diligências, os investigadores também analisaram relatos e registros sobre supostos castigos físicos e situações de sofrimento psicológico. Entre as denúncias estão alegações de que crianças tomavam banho com água gelada e que, quando faziam algo considerado inadequado, seriam borrifadas no rosto com água misturada a um produto.

Um dos vídeos que circularam nas redes sociais mostra, aparentemente, a responsável pelo estabelecimento utilizando um borrifador contra uma criança e determinando que ela durma. O conteúdo do líquido utilizado ainda é objeto de investigação.

Buscas e apreensões

Durante as diligências realizadas nesta quarta-feira (30), equipes da Polícia Civil e do Ministério Público estiveram na creche e apreenderam dois celulares, além de documentos.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a duas investigadas. O material recolhido deverá auxiliar na apuração das denúncias.

A Justiça determinou ainda a suspensão das atividades da proprietária do estabelecimento como cuidadora de crianças, tanto na creche quanto em sua própria residência, até o encerramento das investigações.

Após o caso ganhar repercussão, a própria instituição havia decidido suspender temporariamente as atividades. Na ocasião, foi informado que a paralisação permaneceria enquanto fossem adotadas as providências necessárias para o esclarecimento da situação.

As investigações continuam, e os relatos e materiais apreendidos ainda serão analisados pelas autoridades.

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