Dois integrantes de uma organização criminosa foram condenados a 26 e 21 anos de reclusão por homicídio qualificado, participação em facção criminosa armada e ocultação de cadáver em Três Lagoas, a 325 quilômetros de Campo Grande. Os crimes ocorreram durante um chamado “tribunal do crime”, em fevereiro de 2018.
Conforme a acusação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a vítima, de 23 anos, foi acusada de manter relações sexuais com uma adolescente. Ao tomar conhecimento do caso, familiares da menina, que tinham ligação com integrantes de uma facção criminosa, teriam acionado o grupo para julgar o homem.
Segundo a denúncia, 12 acusados participaram da ação, com divisão de tarefas. Por meio de conferências telefônicas, os envolvidos mantiveram contato com lideranças que estavam presas, comparsas em liberdade e familiares.
A vítima foi retirada à força de casa e mantida em cativeiro por várias horas. Depois, foi executada com um corte no pescoço. O corpo foi escondido em um eucaliptal às margens de uma rodovia e encontrado dias depois.
Os dois réus receberam penas de 26 e 21 anos de prisão pelos crimes relacionados ao homicídio, à integração de facção criminosa armada e à ocultação do cadáver.
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