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Opinião
Quarta-Feira, 17 de Abril de 2019, 12h:13
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Osteocondrite dissecante traz dor, fraqueza e inchaço

Por Ana Paula Simões*

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Muito comum em atletas, a osteocondrite dissecante é uma condição comum em que um pedaço de cartilagem, juntamente com uma camada fina do osso abaixo dela, se solta a partir da extremidade de um osso. Ela ocorre com mais frequência em homens jovens, particularmente depois de uma lesão de uma articulação ou após um trauma esportivo como uma torção durante a corrida. É mais comum no joelho, mas pode ocorrer em outras articulações como o cotovelo ou tornozelo.

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Ana Paula Simões - Artigo

Ana Paula Simões


Se a peça solta de cartilagem e osso fica perto de onde se destacou, você pode ter poucos ou nenhum sintoma, e a lesão pode curar por si só. A correção cirúrgica pode ser necessária se o fragmento se solta e fica preso entre as partes moles (tecidos), se atrapalhar a mobilidade ou se a dor for persistente.

Sinais e sintomas
- O sintoma mais comum é a dor, que pode ser desencadeada por atividade física - subir escadas, subir um morro ou praticar esportes;
- Crepitação na articulação ou bloqueio. A articulação pode parecer ou ficar presa em uma posição, se um fragmento solto fica preso entre os ossos durante o movimento;
- Fraqueza articular;
- Diminuição da amplitude de movimento. Não ser capaz de esticar e dobrar a articulação como faz do lado contralateral;
- Inchaço e sensibilidade. A pele em torno de articulação pode tornar-se inchada e dolorida.

Por que acontece?
A causa exata é desconhecida. Pode ser uma redução do fluxo sanguíneo para a extremidade do osso afetado. Isto pode ocorrer por trauma repetitivo, pequenos e múltiplos episódios de lesões não diagnosticadas que danificam a extremidade do osso. Também pode haver um componente genético envolvido, fazendo com que algumas pessoas tenham mais tendências que outras a ter a OD.

Tratamento
O tratamento destina-se a restaurar o funcionamento normal da articulação afetada e aliviar a dor, bem como reduzir o risco de osteoartrite. Nenhum tratamento funciona igualmente para todos. Em crianças, cujos ossos ainda estão crescendo, o defeito ósseo pode curar com um período de descanso e proteção.

1- Conservador
- Descanso articular. Evite atividades que colocam estresse na articulação, como saltos e corridas. Você pode precisar usar muletas por um tempo, especialmente se a dor fizer você mancar. Seu médico também pode sugerir usar um imobilizador durante algumas semanas.

- Fisioterapia. Na maioria das vezes, esta terapia inclui alongamento, exercícios de amplitude de movimento e exercícios de fortalecimento para os músculos que sustentam a articulação envolvida. A fisioterapia é comumente recomendada após a cirurgia também.

2 - Cirurgia
Se os tratamentos conservadores não ajudarem de três a seis meses, você pode precisar de cirurgia para remover fragmentos soltos ou para recolocar os fragmentos de osso de onde se destacaram, caso sejam grandes o suficiente. A cirurgia pode ser utilizada para tentar preencher o defeito de cartilagem. Estes procedimentos podem ser realizados por via artroscópica - através da inserção de uma câmara de fibra óptica e instrumentos cirúrgicos através de pequenas incisões em torno da articulação.

O último procedimento usa a própria medula óssea da pessoa para ajudar a reconstruir a área danificada. Novo tecido rapidamente começa a crescer para preencher o espaço onde o fragmento de osso foi removido.

Prevenção
Atletas podem se beneficiar da educação sobre os riscos para as articulações associados ao uso excessivo. Aprender a mecânica e técnicas de seu esporte adequadas e participar de treinamento de força e exercícios de estabilidade pode ajudar a reduzir a chance de lesão. Existem alguns suplementos que prometem regenerar a cartilagem ou até mesmo estimular seu crescimento. Neste caso, procure um especialista em esporte!

 

 

*Ana Paula Simões

Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

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