Eles já podem cursar a faculdade, pois se encontram em regime semi-aberto - no qual é possível estudar fora do presídio, desde que retornem todas as noites. Sua identidade não será revelada, para preservá-los de preconceitos.
De acordo com a diretora do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos do presídio, Carmen Lúcia De Nardi, os detentos conseguiram boas colocações no vestibular. O rapaz, que fez todo o ensino fundamental e médio na penitenciária em sete anos de regime fechado, ficou em 16º em administração. A moça conquistou a 14ª colocação em turismo.
“Isso é importante, porque mostra que as pessoas podem mudar”, afirma Carmen. Segundo ela, os presos freqüentam com determinação as turmas do núcleo educacional. “Eles [os detentos] consideram a escola uma porta de liberdade. Agora nas férias há 97 alunos estudando. Os dois que passaram no vestibular levantam a auto-estima de outros vestibulandos”, diz.
A escolha do curso
Os cursos de administração e turismo não foram escolhidos apenas por gosto pessoal dos detentos, de acordo com Carmen. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que abre postos de trabalho na área. E, além disso, tem uma crescente indústria moveleira, abrindo espaço para os administradores e gestores.
A luta dos detentos agora é para conseguir uma bolsa de estudos. Os dois trabalham, mas ainda precisam de auxílio arcar com os custos da graduação. “O conselho da Comunidade de Assitência ao Presidiário já conseguiu uma parte da matrícula. E a faculdade vai dar 50% de bolsa para o rapaz. Vamos batalhar na bolsa para a menina”, afirma Carmen.
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