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Esporte Terça-feira, 30 de Dezembro de 2025, 12:48 - A | A

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Logística do Brasileirão 2026

Clubes da Série A terão que arcar com as despesas de viagens e arbitragem no Brasileirão

Logística, arbitragem e despesas operacionais passam a ser bancadas pelas equipes, com receitas vindas das ligas e bilheterias

Anderson Ramos Lino
Capital News

Divulgação

Jogadores do Santos embarcando para jogos da Série A

CBF confirma que despesas de viagem, hospedagem serão de responsabilidade das equipes da elite do Brasileirão

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, por meio do Regulamento Específico da Competição (REC), que os clubes participantes do Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 serão responsáveis por arcar integralmente com os custos operacionais da competição. A medida foi acordada entre a entidade e as equipes que disputarão a elite do futebol nacional.

Conforme determina o artigo 19 do regulamento, todas as despesas relacionadas à logística do campeonato — como transporte, hospedagem e alimentação de atletas e integrantes das comissões técnicas — serão custeadas pelos próprios clubes.

Art. 19 – Todos os custos e despesas relativos à logística do CAMPEONATO, aqui entendidos o transporte, hospedagem e alimentação dos atletas e integrantes das comissões técnicas, serão de responsabilidade dos próprios Clubes participantes.

A aplicação da norma gerou surpresa, sobretudo entre os clubes que conquistaram recentemente o acesso à Série A. Além do campeão da Série B, Coritiba, também subiram Athletico-PR, Chapecoense e Remo, cujos dirigentes demonstraram preocupação com o impacto financeiro dessa obrigação no planejamento orçamentário para a temporada de 2026.

Outro ponto relevante envolve as despesas com arbitragem e exames antidoping. De acordo com o artigo 20 do REC, esses custos não são bancados pela CBF e são descontados diretamente da renda bruta das partidas, ficando sob responsabilidade dos clubes mandantes.

Art. 20 – Os pagamentos referentes às despesas com arbitragem e exame antidoping serão descontados da renda bruta das partidas, e os correspondentes pagamentos serão efetuados pelos respectivos Clubes mandantes através do representante financeiro da Federação Estadual.

Apesar do aumento das responsabilidades financeiras, os clubes da Série A contam com importantes fontes de receita para equilibrar seus orçamentos. Os direitos de transmissão são negociados diretamente pelas ligas Liga Forte União (LFU) e Liga do Futebol Brasileiro (Libra), que recebem as cotas de TV e realizam os repasses aos clubes participantes, representando uma das principais receitas da competição.

Além disso, a CBF realiza o repasse das receitas provenientes das placas de publicidade nos estádios durante o Campeonato Brasileiro. Somam-se a isso os patrocínios próprios de cada clube, os valores arrecadados com bilheteria nos jogos como mandante, programas de sócio-torcedor, licenciamento de marcas e outras receitas comerciais.

Com esse modelo, os clubes assumem maior autonomia administrativa e financeira, mas também passam a lidar com custos operacionais elevados, especialmente aqueles que chegam à Série A após o acesso. A nova configuração exige planejamento financeiro rigoroso para que o desempenho esportivo não seja comprometido pelo impacto das despesas ao longo da temporada. 

Lucas Merçon / Fluminense FC

Arbitragem os jogos do Campeonato Brasileiro de 2025

Regulamento da CBF impõe custos de logística e arbitragem às equipes da Série A em 2026

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