Por falta de apoio financeiro por parte da classe empresarial e até mesmo dos governantes das esferas municipal e estadual, a diretoria do CENE teve que precocemente, anunciar a desistência do Campeonato Brasileiro da Série D, onde na condição de campeão do Estado, seria o representante na competição promovida, organizada e patrocinada pela CBF.
Com a desistência do CENE, o Itaporã, herdou a vaga, mas hoje vive também parte dos problemas que levou o time campo-grandense, a abandonar a competição: falta de recursos financeiros. No entanto, naquela cidade do interior, os torcedores se mobilizaram e estão, dentro do possível, ajudando a diretoria do clube, com arrecadação que amortiza parte dos gastos com o elenco. A Prefeitura também viabiliza parte dos recursos para arcar com as despesas oriundas com o futebol.
Resguardada as devidas proporções, o mesmo problema foi enfrentado pela diretoria do Clube Recreativo e Atlético Catalano (CRAC), de Goiás, cujo presidente Helson Barbosa, diante das dificuldades financeiras encontradas, anunciou dentro do percurso, o abandono ao Campeonato Brasileiro da Série C.
O Anúncio foi feito na última quarta-feira (13) e no dia seguinte, o que era um problema, foi prontamente solucionado, em função da mobilização por parte do Poder Público e da classe empresarial.
Tão logo tomou conhecimento da decisão do Presidente do Clube, que anunciou uma dívida em torno de R$ 3 milhões, membros da Prefeitura de Catalão e alguns Vereadores, se mobilizaram e iniciaram uma campanha para arrecadar fundos, que serão repassados ao clube goiano.
Além da prefeitura, o Crac contará também com o apoio da Federação Goiana de Futebol. O presidente da entidade, André Pitta, já garantiu que irá participar da campanha e vai ajudar o Crac com a quantia de R$ 10 mil.
O mandatário deixou claro que precisaria de R$ 400 mil para permanecer no torneio. Quantia essa que será arrecadada na campanha comandada pela prefeitura de Catalão. Torcedores e até programas esportivos da região também se mobilizaram para ajudar o clube.
A quantia é suficiente para que o Crac continue na Série C, mas não coloca um fim nos problemas financeiros. As dívidas do clube catalão já chegam à casa dos R$ 3 milhões, além dos salários atrasados dos jogadores e comissão técnica, que já estão há três meses sem receber.
Com a permanência confirmada, os jogadores voltaram aos treinamentos nesta quinta-feira (14), visando o confronto diante do Botafogo-PB, marcado para este domingo, às 16h, no Estádio do Almeidão, em João Pessoa.
O Crac segue na zona de rebaixamento do Grupo A do Campeonato Brasileiro da Série C, onde está na nona colocação com oito pontos, a um do ASA, primeiro time fora do descenso.
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