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ENTREVISTA
Sábado, 03 de Julho de 2021, 09h:30
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Após duas doses, fisioterapeuta é infectada pela covid-19

Recuperada Carmem Lemos relatou que a vacina ajudou e vai vacinar seus filhos quando chegar a vez deles

Elaine Silva
Capital News

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Após duas doses, fisioterapeta é infectada pela covid-19

Carmem Lemos

 

Fisioterapeuta Carmem Lemos de Albuquerque, 42 anos, foi contaminada pela covid-19, dias após tomar a segunda dose da vacina, em pouco dias, após a imunização. Carmem ficou em isolamento domiciliar, não teve sintomas graves, “era só uma garganta mesmo então por conta que tava, eu uso ar condicionado no meu trabalho, tinha dado uma esfriada naquela semana, caído um pouco a temperatura então eu achei que era um resfriado”, relata.

Carmem realizou o teste da covid-19 e pegou o resultado com o positivo, ela ficou sem “ sem chão, não acreditei e o medo começou a me consumir no mesmo momento”. A fisioterapeuta já iniciou o tratamento precoce e se isolou no quarto, com ‘contato’ com o marido e os filhos pela janela do quarto e até mesmo pelas câmeras de segurança. “A  sensação de solidão é muito triste. E a minha maior conquista, foi saber quanto as pessoas se preocupam, se compadecem pelo próximo. Recebi muitas mensagens, muitos agrados, presentes as pessoas traziam lanche para minha casa, traziam água de coco para mim, mesmo sabendo que eu estava com restrição de olfato e paladar, se preocupavam, por eu ser a mãe e mandavam lanches para meus filhos. Então assim, coisas, mensagens, telefonemas todos os dias, pessoas se preocupando. Essa sensação de você ser importante, ser especial, isso acalenta muito o coração da gente, nesse momento difícil de isolamento”, relata.

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Filhos de Carmem na janela, enquanto a mãe estava em isolamento


Agora já passado o período de isolamento, Carmem vai continuar seguindo os mesmo cuidados, “isolamento social, uso de máscara, álcool, a gente sabe que quem se contamina fica com um janela imunológica, mas ainda não e sabe quanto tempo ela dura e nem se você é capaz de estar conduzindo o vírus e transmitindo ele para outras pessoas, então nada vai mudar em relação a isso. No meu trabalho eu contratei uma empresa de sanitização, para que o retorno das minhas atividades, não comprometesse nenhum dos meus alunos, e mantê até que se descubra o fim dessa doença, se alcance essa questão de imunização para todos”, diz.


Mesmo passando por essa situação de imunização e depois ser infectada, Carmem ainda relata que “eu acredito muito na vacina, eu sou uma mãe que mantive a carteirinha dos meus filhos sempre em dia, eu sempre fui vacinada, e assim acreditei na ciência desde o começo e também acredito que essa imunização, me ajudou a passar sem grandes problemas dessa doença e acredito até a minha prima que teve covid, perdeu a mãe e o marido em quatro meses, ela fala, quando eu conversei com ela, falei que eu estava com muito medo, ela falou Carmem fica tranquila, você está vacinada, seus sintomas são ser menores,  você não vai passar pelo que a gente passou,e foi realmente, não tive comprometimento pulmonar nenhum, fiz a tomografia para poder comprovar isso e meus sintomas foram leves, embora eu tenha feito o tratamento que eles não fizeram, eles não acreditavam, não acreditam no tratamento precoce, não quiseram recorrer a isso. Mas eu creio que a vacina, me ajudou a não ter sintomas graves principalmente comprometimento respiratório e acho que todo mundo tem que se vacinar sim. E assim que liberarem, os meus filhos serão vacinados”, finaliza.

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Comprovante de vacinação da Carmem


Confira na íntegra a entrevista exclusiva de Carmem ao Capital News;

 

Capital News: Quando tomou as doses da vacina?

Carmem  Lemos: Primeira dose dia 09/03 Astrazeneca e a segunda 03/06

Capital News: E qual foi a sensação após receber as duas doses?

Carmem Lemos: Para mim foi uma sensação de alívio, porque eu me senti protegida e eu tava com muito medo dessa doença, porque eu sou asmática e eu tinha perdido uma tia e um primo no período de quatro meses, então quando eu tomei a primeira dose foi uma emoção muito grande e com a segunda eu tive nítida sensação de que eu estava protegida e que eu não iria passar por isso. Embora eu seja uma pessoa que muito me preveni, dentro da minha profissão que eu tenho contato com muita gente, usei máscara o tempo todo, só não usava máscara dentro da minha casa. Não ia em festa, em restaurantes muito raramente, então essa questão de sensação de proteção, e de imunidade foi muito gratificante.

Capital News: Depois de quanto tempo que começou a sentir os sintomas?

Carmem Lemos: Primeiro sintoma foi  a garganta raspando no dia 17 de junho, tanto que eu não tive nada mais era só uma garganta mesmo então por conta que tava, eu uso ar condicionado no meu trabalho, tinha dado uma esfriada naquela semana, caído um pouco a temperatura então eu achei que era um resfriado. E, por eu trabalhar descalço, só uso meia para trabalhar o meu estúdio de pilates, eu achei que era uma friagem, e entrei em contato com a Sesau, no disk-covid para poder tá agendando o meu exame. E a pergunta foi, você tem febre? Quais são os sintomas, né? Ai eu disse que era só a garganta raspando, ai ela falou sem febre, sem dores isso não é um sinal para covid, então tem porque estar agendando o exame. No sábado eu amanheci com o rosto congestionado, como se fosse sinusite e eu achei que fosse um resfriado, porque meus filhos na semana  passada tinham tido um resfriado, então eu procurei a farmácia para poder fazer o teste e deu positivo.

Capital News: Como foi a sua reação ao descobrir que mesmo com a 'imunização' você contraiu a covid-19?


Carmem Lemos: Eu fiquei sem chão, não acreditei e o medo começou a me consumir no mesmo momento

Capital News: Quanto tempo durou a sua recuperação e como foi?


Carmem Lemos: Eu descobri no sábado à noite, domingo eu já entrei com protocolo de tratamento precoce de um médico da Capital. Existem dois médicos muitos bons que estão fazendo esse tratamento precoce e estão sofrendo retaliações, da classe médica, por estarem trabalhando com isso, mas foi o que, mesmo estando imunizada  todo mundo falando, não vai ser sintoma leve, vai ser sintoma leve, vai ser sintoma leve, eu acreditava que a imunizada com a Astrazeneca, eu não iria pegar, então já que eu peguei eu não fiquei esperando a ação da vacina com relação aos sintomas leves. Eu entrei com esse tratamento precoce, e no outro dia no domingo eu já amanheci com nariz totalmente congestionado, como se fosse sinusite mesmo, e a ausência de paladar e a ausência de olfato. E no domingo a tarde já comecei a ter dores de cabeça

Capital News: Qual foi a maior dificuldade no isolamento que passou? E a maior conquista?

Carmen Lemos: A maior dificuldade foi a solidão, e aí ao mesmo tempo que eu estava dentro da minha casa, dentro do meu quarto sabendo que minha família estava ali comigo, eu me sentia sozinha e pensava , nessas pessoas que estão no hospital,  e se veem  isoladas longe de casa. A  sensação de solidão é muito triste. E a minha maior conquista, foi saber quanto as pessoas se preocupam, se compadecem pelo próximo. Recebi muitas mensagens, muitos agrados, presentes as pessoas traziam lanche para minha casa, traziam água de coco para mim, mesmo sabendo que eu estava com restrição de olfato e paladar, se preocupavam, por eu ser a mãe e mandavam lanches para meus filhos. Então assim, coisas, mensagens, telefonemas todos os dias, pessoas se preocupando. Essa sensação de você ser importante, ser especial, isso acalenta muito o coração da gente, nesse momento difícil de isolamento.

Capital News:  Alguém da sua família contraiu a covid-19? Pode ser antes ou depois de você. Se sim, qual foi sentimento e os cuidados que adotou ?

Carmem  Lemos: A minha mãe foi a primeira da família a contrair o covid, foi em novembro do ano passado, ela foi para São Paulo cuidar da minha tia que tinha feito uma cirurgia, e minha tia se contaminou dentro do hospital, e passou para minha mãe. Minha mãe estava em São Paulo, quando saiu o resultado da minha tia, ela veio embora e quando ela chegou em Campo Grande, ela foi diretamente fazer o exame e já se manteve isolada, até sair o exame, para gente saber se ela tinha se contaminado ou não. E o resultado foi positivo, e a gente manteve, ela no isolamento e manteve essa rede de apoio, fazer comprar, ligar todo dia para saber se tava bem, monitorar ela durante todo dia, levar comida pronta, e cuidar mesmo, foi mais isso. Ela teve só sintomas leves, mas infelizmente minha tia veio a falecer.

Capital News:  Mesmo após o caso que aconteceu com você, a senhora ainda acredita na vacina ? ou não? acha que as pessoas devem continuar se imunizando ?

Carmem Lemos: Eu acredito muito na vacina, eu sou uma mãe que mantive a carteirinha dos meus filhos sempre em dia, eu sempre fui vacinada, e assim acreditei na ciência desde o começo e também acredito que essa imunização, me ajudou a passar sem grandes problemas dessa doença e acredito até a minha prima que teve covid, perdeu a mãe e o marido em quatro meses, ela fala, quando eu conversei com ela, falei que eu estava com muito medo, ela falou Carmem fica tranquila, você está vacinada, seus sintomas são ser menores,  você não vai passar pelo que a gente passou,e foi realmente, não tive comprometimento pulmonar nenhum, fiz a tomografia para poder comprovar isso e meus sintomas foram leves, embora eu tenha feito o tratamento que eles não fizeram, eles não acreditavam, não acreditam no tratamento precoce, não quiseram recorrer a isso. Mas eu creio que a vacina, me ajudou a não ter sintomas graves principalmente comprometimento respiratório e acho que todo mundo tem que se vacinar sim. E assim que liberarem, os meus filhos serão vacinados.

Capital News: Você ficou com alguma infecção pós covid?


Carmem Lemos: Como eu to saindo do isolamento [...] eu por enquanto ainda tenho dor de cabeça esporádica, às vezes assim do nada vem uma dor de cabeça e ela passa, mas assim em questão respiratória, graças a Deus, fadiga que o pessoal reclama muito, alguns tem dores, eu não fiquei com nenhuma sequela a não ser essa dor de cabeça, mas eu acredito que é porque ainda é recente.

Capital News:  Após a infecção pelo vírus, como estão os cuidados, seu, da sua família e no seu estúdio de pilates?

Carmem Lemos: Os cuidados vão seguir os mesmos, isolamento social, uso de máscara, álcool, a gente sabe que quem se contamina fica com um janela imunológica, mas ainda não e sabe quanto tempo ela dura e nem se você é capaz de estar conduzindo o vírus e transmitindo ele para outras pessoas, então nada vai mudar em relação a isso. No meu trabalho eu contratei uma empresa de sanitização, para que o retorno das minhas atividades, não comprometesse nenhum dos meus alunos, e mantê até que se descubra o fim dessa doença, se alcance essa questão de imunização para todos.

Capital News: Com a pandemia foi 'tocar' o estúdio, qual as dificuldades que enfrentou ?  


Carmen Lemos: Eu tenho alguns alunos meus que tem resistência no uso da máscara, mas ali dentro por não ser academia e ser consultorio, todos têm que usa durante a prática do pilates, e agora eu vou ser ainda mais incisiva nessa questão, e provar para que se eu não tivesse usando a mascara, de maneira correta e permitindo que eles também fizessem, eu poderia ter contaminada alguns e isso não aconteceu. Então mantive contato com todos os meus alunos, e eu consegui, assim ter essa paz, essa tranquilidade, de não ter transmitido para nenhum deles.

Bom, ano passado a inauguração do estúdio estava marcada para meio de março, então veio a pandemia, veio o lockdown, fique em casa,  e eu me vi no desespero porque já tinha adquirido todo o material., já tinha preparado todo o estúdio, aluguel, instalação de tudo e as expectativa do retorno pelo gasto que foi investido e isso não aconteceu. Só consegui abrir o estúdio em abril mesmo, embora eu acreditasse que a pandemia pudesse impedir que meu negócio fluísse não aconteceu, porque, o pilates é visto como saúde, investimento em saúde, e assim muitos alunos meus procuram, por questão de dor, reabilitação e prevenção das dores, então graças a Deus eu não tive problemas em relação a prejuízo, em relação a pandemia. Eu tenho muito procura,  e eu sou uma pessoa que investe muito em cuidado também, meu estúdio eu uso lysoform para limpar, álcool 70, tem álcool em gel, em vários disperses no estúdio. Meu espaço é um espaço pequeno, mas assim eu consigo controlar muito bem essa questão da higiene e da próprio isolamento, digo assim não estar, mantendo esses alunos muitos aglomerados, com três alunos por horários, alguma regras foram impostas, como há não trazer acompanhantes, não permanecer no recinto depois do horário da aula, são 50 minutos de aula, então enquanto um estão saindo, os outros ainda não chegaram eu peço para que respeitem os horários, esses cuidados aí, a gente toma para que o bem seja gerado.

 

1 COMENTÁRIO:

Que benção essa mulher ter ficado bem, vamos vacinar simmmm
enviado por: Rosângela em 03/07/2021 às 10:12:21
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