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Economia Quinta-feira, 07 de Março de 2024, 17:40 - A | A

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Fôlego

Valores de referência das bandeiras tarifárias são reduzido, anuncia Aneel 

Bandeira amarela teve queda de 37%

Juliana Rezende
Capital News

Divulgação/ Portal MS

Beneficiários de programas sociais podem ter desconto na conta de luz

Desconto é concedido em cada faixa de consumo de energia

Com o anúncio da redução nos valores de referência da bandeiras tarifárias, o consumidor brasileiro pode ter um fôlego na hora pagar a conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anunciou, nessa semana, a aprovação da diminuição dos valores. O cálculo ocorreu com base no cenário hidrológico favorável, na oferta de energia renovável do País e nas reduções de preços dos combustíveis fósseis no mercado internacional, por exemplo.

Veja os novos valores:

● Bandeira Amarela: queda de quase 37%, de R$29,89/MWh para R$18,85/MWh;

● Bandeira Vermelha - Patamar 1: redução de 31,3%, de R$65/MWh para R$44,63/MWh;

● Bandeira Vermelha - Patamar 2: redução de quase 20%, de R$97,95/MWh para R$78,77/MWh.

As contribuições de entidades físicas e jurídicas que compuseram a Consulta Pública também foi considerada pela Agência. Entre as entidades que enviaram colaborações para a consulta está o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS), que questionou situações e pontuou sobre valores que oneram o consumidor.

Divulgação/Concen/MS

Presidente do Concen/MS Rosimeire Costa

Rosimeire Costa, presidente do Concen de Mato Grosso do Sul

Um dos pontos levantados foi a oneração excessiva dos consumidores com os valores da Bandeira Crise Hídrica (R$ 142/MWh) durante 8 meses entre 2021 e 2022, muito acima dos demais valores históricos. Estes geraram sobras impondo custos adicionais aos consumidores, aos quais ainda incidiram impostos (PIS/Cofins e ICMS), de acordo com o consultor do Concen-MS, Ricardo Vidinich.

O consultor explica ainda que foi constatada sobrecontratação no último processo tarifário de dezenas de distribuidoras brasileiras, por conta da saída massiva de consumidores para a energia solar distribuída e mercado livre de energia. Essa sobrecontratação é paga totalmente pelos consumidores cativos, os que permanecem atendidos pelas concessionárias.

Para a presidente do Concen-MS, Rosimeire Costa, "esses pontos questionados impactam diretamente o consumidor, que é quem paga sozinho diversos subsídios de outros setores, por isso foram listados na contribuição à CP 26/23, que agora resulta na diminuição dos valores de referência das bandeiras tarifárias".  

Vale lembrar que desde abril de 2022 está vigente a Bandeira Tarifária Verde, sem custo adicional. Este é o maior período sem acionamento emergencial desde a criação do sistema de bandeiras, em 2015. Caso as condições favoráveis de oferta de energia se mantenham, a expectativa é que a bandeira verde também seja mantida nos próximos meses.

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