O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul passou por uma mudança significativa no perfil educacional dos trabalhadores nos últimos 13 anos. O número de pessoas ocupadas com ensino superior completo saltou de 147 mil, em 2012, para 376 mil em 2025, crescimento de 156%.
Com o avanço, a participação dos trabalhadores com faculdade completa passou de 12,5% para 25,6% do total de ocupados no Estado, aumento de 13,1 pontos percentuais.
Os dados fazem parte da Pnad Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (23). O levantamento considera a evolução do mercado de trabalho entre 2012 e 2025.
Ensino médio concentra maior parcela
O número de trabalhadores com ensino médio completo também cresceu no período. O contingente passou de 363 mil para 589 mil pessoas, alta de 62,3%.
A participação desse grupo entre os ocupados aumentou de 30,9% para 40%. Com isso, os trabalhadores que concluíram o ensino médio passaram a representar a maior parcela da população ocupada em Mato Grosso do Sul em 2025.
Na direção oposta, caiu o número de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto.
Em 2012, eram 445 mil pessoas nessa condição, o equivalente a 37,9% da população ocupada. Em 2025, o número caiu para 296 mil, ou 20,1% do total.
A redução foi de 149 mil trabalhadores e de 17,8 pontos percentuais na participação desse grupo no mercado de trabalho.
Mais pessoas na força de trabalho
O levantamento também mostra que aumentou a população com 14 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. O número passou de 1,9 milhão em 2012 para 2,2 milhões em 2025, crescimento de 382 mil pessoas, ou 20,1%.
No mesmo período, a força de trabalho, formada por pessoas ocupadas ou desempregadas, passou de 1,2 milhão para 1,5 milhão. O aumento foi de 266 mil pessoas, equivalente a 21,3%.
Apesar do crescimento no número absoluto, a proporção da população de 14 anos ou mais que fazia parte da força de trabalho apresentou pouca alteração. O índice passou de 65,8% para 66,4%, avanço de apenas 0,6 ponto percentual.
Já a população que estava fora da força de trabalho aumentou de 651 mil para 767 mil pessoas, alta de 17,8%.
Mesmo com o crescimento no número de pessoas fora do mercado de trabalho, a participação desse grupo caiu de 34,2% para 33,6% da população com 14 anos ou mais, redução de 0,6 ponto percentual.
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