A concessão da Ferrovia Malha Oeste foi encerrada na última terça-feira (30), marcando o fim de um contrato de 30 anos de operação privada. Com o término da concessão, a administração da malha ferroviária retorna à União, que dará início ao processo para uma nova concessão voltada à modernização e ampliação da infraestrutura.
O novo modelo prevê um leilão entre outubro e dezembro deste ano, com expectativa de atrair cerca de R$ 29 bilhões em investimentos. O projeto contempla aproximadamente 1,9 mil quilômetros de ferrovia e inclui a recuperação de trilhos, modernização dos sistemas operacionais, reforço da segurança e aumento da capacidade logística para o transporte de cargas.
Entre os trechos em análise está o eixo que liga Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju, Itahum, Dourados e Ponta Porã. Apesar de ter voltado aos estudos por solicitação do Governo de Mato Grosso do Sul, a reativação desse ramal ainda dependerá da viabilidade técnica e econômica e do interesse da futura concessionária. Em Sidrolândia, a ocupação urbana sobre a antiga faixa ferroviária poderá exigir a construção de um novo contorno para permitir o retorno das operações.
Sem circulação regular de trens há anos, a Malha Oeste perdeu espaço para o transporte rodoviário e sofreu com a deterioração da infraestrutura. O processo de relicitação será conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pela Infra S.A., enquanto a atual concessionária participa da transição e ainda discute na Justiça questões relacionadas à devolução dos ativos e eventuais indenizações.
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