A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto. Com isso, os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
Segundo a agência, a decisão foi tomada por causa das condições menos favoráveis para a geração de energia durante o período de estiagem. "A medida reflete condições menos favoráveis de geração no país em razão do período seco", afirmou a Aneel.
Nesta época do ano, os reservatórios das hidrelétricas registram redução no nível de água, aumentando a necessidade do uso de usinas termelétricas. Como a produção dessas usinas é mais cara, o custo extra é repassado aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias.
Dados do IPCA-15, divulgados pelo IBGE, mostram que a energia elétrica residencial subiu 3,03% em julho. O instituto informou que o aumento foi influenciado pela cobrança da bandeira amarela e pelos reajustes aplicados por concessionárias em parte das cidades pesquisadas.
Em 2026, a bandeira verde foi mantida entre janeiro e abril, sem cobrança adicional. A bandeira amarela entrou em vigor em maio e continua sendo aplicada. No ano passado, após o mesmo período de bandeira verde, a bandeira vermelha passou a valer em junho e permaneceu até novembro, com cobrança mais elevada.
O sistema de bandeiras tarifárias completou dez anos de funcionamento em 2025. Ele informa o custo da geração de energia no país. Na bandeira verde não há cobrança extra; na amarela, o acréscimo é de R$ 0,01885 por kWh; na vermelha patamar 1, R$ 0,04463 por kWh; e na vermelha patamar 2, R$ 0,07877 por kWh.
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