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Economia Sábado, 11 de Julho de 2026, 17:41 - A | A

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Pesquisa

Batata e banana puxam alta da cesta básica em Campo Grande em junho

Pesquisa aponta aumento de 0,58% no custo da cesta e Capital tem a sexta mais cara do país

Viviane Freitas
Capital News

A cesta básica ficou mais cara em Campo Grande no mês de junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O custo passou para R$ 846,06, alta de 0,58% em relação a maio. Com isso, a Capital passou a ter a sexta cesta básica mais cara entre as 27 capitais brasileiras.

Os maiores aumentos foram registrados na batata, que subiu 10,88%, seguida pela banana (3,27%), feijão carioca (2,71%), tomate (2,21%) e pão francês (1,34%). "Entre maio e junho de 2026, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: batata (10,88%), banana (3,27%), feijão carioca (2,71%), tomate (2,21%) e pão francês (1,34%)", destaca a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

No acumulado de 2026, a cesta básica registra alta de 9,04% em Campo Grande. Na comparação com junho do ano passado, o aumento chega a 6,69%. Entre os alimentos que mais subiram no ano, a batata lidera com alta de 99,75%, seguida pelo tomate, que acumula 96,90%, e pelo feijão carioca, com avanço de 51,03%.

Apesar da alta, alguns produtos ficaram mais baratos em junho. O leite integral teve a maior queda, de 3,17%, seguido pelo óleo de soja (-3,01%), arroz agulhinha (-2,20%), carne bovina de primeira (-1,46%), farinha de trigo (-1,15%), açúcar cristal (-0,97%), manteiga (-0,78%) e café em pó (-0,39%).

Na comparação dos últimos 12 meses, o feijão carioca continua liderando a alta, com aumento de 48,84%. A batata acumula elevação de 45,28% e o tomate, de 24,66%. Em contrapartida, o açúcar cristal caiu 24,88%, o arroz recuou 18,20% e o café em pó ficou 15,30% mais barato.

O levantamento também mostra o peso da alimentação no orçamento das famílias. Um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 114 horas e 50 minutos para comprar a cesta básica, comprometendo 56,43% da renda líquida apenas com os alimentos essenciais.

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