O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna, reflexo de estoques de passagem superiores aos da temporada anterior e da expectativa de aumento na produção da primeira safra, segundo pesquisadores do Cepea. Esse cenário tem pressionado os preços no mercado doméstico, com contratos negociados na B3 em patamares inferiores aos observados na safra passada.
No ambiente internacional, o movimento é distinto. Os futuros de milho negociados na CME Group indicam uma curva ascendente ao longo do primeiro semestre de 2026. O suporte aos preços vem do ritmo recorde das exportações norte-americanas nos últimos meses e da perspectiva de uma relação estoque/consumo global mais ajustada.
No Brasil, a expectativa é de área cultivada recorde na safra 2025/26. Estimativas da Conab apontam 22,7 milhões de hectares destinados ao cereal. Ainda assim, pesquisadores do Cepea alertam que a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como fatores de risco, especialmente para o desenvolvimento da soja, o que pode comprometer a janela ideal de semeadura do milho de segunda safra, responsável por cerca de 80% da produção nacional.
A produção total prevista para 2025/26 deve ser a segunda maior da história, ficando atrás apenas do recorde da temporada atual. Esse volume elevado tende a ser acompanhado por um consumo doméstico também recorde, impulsionado principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho e pela forte demanda dos setores de proteína animal.
Com maior equilíbrio entre oferta e demanda internas, a expectativa é de crescimento das exportações brasileiras, favorecidas pelo excedente doméstico. No cenário global, as projeções indicam aumento tanto da produção quanto do consumo mundial de milho, com redução da relação estoque/consumo, o que pode sustentar os preços externos e ampliar o interesse dos produtores brasileiros pelo mercado internacional.
Dados do USDA indicam que a produção mundial de milho deve alcançar 1,282 bilhão de toneladas na safra 2025/26, crescimento de 4,3% em relação à temporada anterior.
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