A menor disponibilidade de milho para negociação imediata no mercado spot nacional fez com que compradores intensificassem a disputa pelo cereal na última semana, movimento que resultou na alta dos preços em grande parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo pesquisadores do centro de estudos, a restrição na oferta ocorre mesmo com a colheita da safra de verão em andamento e com estoques de passagem considerados confortáveis.
Em relatório divulgado na sexta-feira (13), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou que a safra 2025/26, iniciada em fevereiro, terá estoque inicial de 12,68 milhões de toneladas, volume significativamente superior às 1,88 milhão de toneladas registradas na temporada 2024/25.
Levantamento do Cepea aponta ainda que, neste momento, a prioridade dos produtores tem sido a entrega da soja e a semeadura da segunda safra de milho, o que reduz a oferta imediata do cereal no mercado.
Além da postura mais restritiva dos vendedores, compradores também têm buscado recompor estoques, tentando garantir o abastecimento para as próximas semanas.
Outro fator que preocupa o setor é a disputa por fretes, que já se encontra acirrada e pode se intensificar. O cenário está ligado à alta no preço dos combustíveis diante das tensões no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
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