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Vale da Celulose

Maior fábrica de celulose do mundo avança e chega a 81% das obras na Arauco em Mato Grosso do Sul

Projeto em Inocência será uma das maiores fábricas de celulose do mundo, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano

Viviane Freitas
Capital News

Álvaro Rezende/Secom

Arauco de Inocência

Arauco de Inocência

A construção da megafábrica de celulose da Arauco, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, atingiu 81% de execução e entrou em uma das fases mais intensas das obras. Com investimento estimado em R$ 25 bilhões, o empreendimento está entre os maiores projetos industriais privados em implantação no Brasil.

Segundo informações da companhia divulgadas para imprensa, a construção segue dentro do planejamento, com previsão de início das operações entre outubro e dezembro de 2027. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na montagem eletromecânica, etapa que envolve a instalação de equipamentos e sistemas essenciais para o funcionamento da unidade industrial.

Batizado de Projeto Sucuriú, o complexo representa o maior investimento da história da multinacional chilena Arauco e será sua primeira fábrica de celulose no Brasil. A unidade terá capacidade para produzir aproximadamente 3,5 milhões de toneladas por ano, tornando-se a maior fábrica de celulose do mundo construída em uma única etapa, segundo a empresa.

Em maio, as obras estavam com 58% de execução, o que representa um avanço de 23 pontos percentuais em cinco meses. O empreendimento também está seis pontos percentuais à frente do cronograma original, mas a companhia mantém a previsão de inauguração para o último trimestre de 2027. A expectativa é atingir a capacidade máxima de produção ao longo de 2028.

Localizada a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, a estrutura contará com sistemas de automação, tecnologias de eficiência energética e geração própria de eletricidade. A estimativa da companhia é disponibilizar até 400 megawatts de potência excedente ao sistema elétrico. Além de impulsionar a indústria de celulose em Mato Grosso do Sul, o empreendimento deverá ampliar a demanda por mão de obra, serviços, transporte e infraestrutura na região.

Divulgação/Léo fotos

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O projeto também avança na estruturação logística. Nesta semana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) formalizou o registro da Arauco como usuária dependente do transporte ferroviário de cargas, permitindo a futura utilização da malha que conecta Mato Grosso do Sul ao Porto de Santos, em São Paulo, para o escoamento da produção.

O avanço da construção ocorre após paralisações de trabalhadores registradas durante a implantação do complexo, incluindo mobilizações em 2025 e 2026. Em setembro, funcionários de uma empresa contratada interromperam atividades durante negociações envolvendo reajustes salariais, benefícios e condições de trabalho. Apesar dos episódios, a Arauco informou que o cronograma geral permanece mantido. Com mais de 80% das instalações concluídas, o projeto entra em uma etapa decisiva para a finalização das estruturas industriais, integração dos equipamentos e preparação dos sistemas que permitirão colocar em funcionamento uma das maiores unidades de produção de celulose do mundo.

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