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Cultura e Entretenimento Sábado, 07 de Maio de 2011, 07:00 - A | A

Sábado, 07 de Maio de 2011, 07h:00 - A | A

Zé Ramalho faz show hoje em Anastácio na Festa da Farinha

Valquíria Oriqui - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O cantor Zé Ramalho se apresenta hoje (7), em Anastácio, na 6ª edição da tradicional Festa da Farinha. O tradicional evento apresenta uma variedade de atrações da cultura da Região Nordeste, especialmente a culinária, com produtos derivados da mandioca.

A referência do evento é um gigante saco de farinha com quatro metros de altura e mais de quatro mil quilos, simbolizando o principal produto da agricultura familiar do município. O “saco gigante de farinha” disputa um lugar no livro mundial dos recordes, o “Guinnes Book”.

Participa também do evento a dupla de repentistas nordestinos Zé Cardoso e Oliveira de Panelas, entre outros.

Serviço: O evento acontece na rua Porto Geral, entre a avenida Manuel Murtinho e a rua 27 de Julho.

Zé Ramalho

Nascido em 3 de outubro de 1949, José Ramalho Neto é natural de Brejo da Cruz (PB). Quando tinha 2 anos, ficou órfão de pai, o seresteiro Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, que morreu afogado num açude do sertão. Com isso, sua mãe, a professora primária Estelita Torres Ramalho, entregou-o para ser criado pelos avós, José e Soledade Alves Ramalho, que tinham melhor condição financeira. Por isso, Zé pôde estudar nos melhores colégios da cidade e cursar medicina.

A vida artística começou como Zé Ramalho da Paraíba, cantando em conjuntos de baile inspirados na jovem guarda e no rock inglês. O interesse pelos violeiros e pala literatura de cordel só surgiria depois, ao participar da trilha sonora do filme Nordeste: cordel, repente e canção, de Tânia Quaresma, em 1974. Por conta desse trabalho, Zé se mudou para o Rio de Janeiro (RJ), acompanhado por outros cantores nordestinos. Naquele mesmo ano, lançou o primeiro disco, uma parceria com Lula Côrtes.

Logo Zé estava tocando viola na banda de Alceu Valença, em cujo show ele tinha chance de interpretar uma composição própria. Mas a oportunidade foi por água abaixo quando Zé resolveu modificar o roteiro de uma das apresentações da turnê. O público gostou, mas Alceu detestou e rompeu com o colega. A amizade só seria recuperada um ano depois, quando Alceu incluiu, de surpresa, uma música de Zé em seu novo espetáculo.

Sobreviver no Rio não era fácil. Zé precisou dormir em bancos de praças e trabalhar em gráfica para poder continuar apostando em seu próprio talento. Em 1977, foi convidado pelo produtor Augusto César Vanucci a ir a São Paulo (SP) participar da gravação da música "Avôhai", composição sua que seria incluída no novo disco da cantora Vanusa. E assim ele ia ganhando nome e conseguindo dinheiro. No mesmo período, Zé lançou o folheto de cordel "Apocalipse agalopado".

 

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