Governo do Estado anunciou nesta quinta-feira (8), a revitalização da Concha Acústica Helena Meirelles e do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco), importantes espaços culturais localizados no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. A medida visa fomentar a arte e a cultura em MS.
As obras orçadas em R $300 mil, integram o pacote de investimentos lançado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que destinará R$ 18,6 milhões para os patrimônios culturais do Estado, além de fazer parte do programa “Retomada MS”, voltado a auxiliar os setores que mais impactados pela pandemia da Covid-19.
No Marco serão investidos R$ 130 mil para pintura do local e R$ 56.720,00 para a troca do telhado, que necessita de reparação. Conforme o Governo do Estado, o Museu possui 4000 m² de área construída e dispõe de 5 salas de exposição, contendo uma mostra permanente de obras de seu acervo, as demais salas são destinadas a exposições temporárias que compõem a programação anual do local.
Para a Coordenadora do Marco, Lúcia Monte Serrat, as obras são essenciais para o avanço do setor cultural. “Era uma demanda do local que vai ser atendida pelo governo. A parte do telhado do auditório caiu em função de chuva fortes e esta área teve que ser interditada. O nosso acervo permanente teve que ser desmontado e guardado”, destacou via assessoria.
Lúcia Monte Serrat ressalta que Marco está temporariamente fechado devido a pandemia, mas a expectativa é que com a revitalização o espaço seja reaberto. “Estamos ansiosos para deixar tudo no local adequado e voltar a receber as obras temporárias, assim como manter o acervo permanente”, explicou. Segundo a assessoria, o Museu conta com um acervo de 1,6 mil obras em diversas modalidades artísticas
Concha Acústica
A Concha Acústica Helena Meirelles foi inaugurada em 2004, é um dos principais espaços culturais destinado a eventos e apresentações musicais na Capital.
Coordenadora da Concha, Wanda Ribeiro explica que o local receberá R$ 120 mil para reformas de seu espaço externo. “Enviamos ao governo o que precisa ser melhorado aqui e acredito que a reforma terá o foco na área externa, com melhorias na arquibancada, palco e na retirada dos grids do palco, assim como pintura destes espaços”, destacou via assessoria
Conforme a coordenadora, nas áreas internas do espaço, como recepção, administração e camarins foram realizadas melhorias e pintura, além da destinação de móveis e objetos para garantir a adequação do local. Em setembro será promovida uma nova edição do “Som da Concha”, em formato de live, contudo a arquibancada já está demarcada, caso a participação de público seja permitida.
Wanda Ribeiro ressalta que o espaço conta com cinco camarins, cada um com nome de um disco de Helena Meirelles. “É uma forma de homenagem e de recordar a história desta grande artista. Temos quadros da sua discografia e fazemos a devida manutenção”, explicou.
De acordo com a administração da concha, a previsão é que os shows e apresentações regulares sejam retomadas a partir do ano que vem, seguindo a programação de eventos a cada 15 dias, sempre aos domingos, além de poder ser utilizado por entidades, associações, igrejas e artistas. “Quando for liberado devido a pandemia, é só seguir as regras como ofício para Fundação de Cultura, agendamento e cumprir os protocolos do local”, afirmou Wanda Ribeiro.
O local ainda contempla dois auditórios, o primeiro para 1.050 pessoas e o segundo com 450 lugares. “Nosso público principal é de famílias e pessoas que frequentam o Parque nos finais de semana. Podem ter dois eventos ao mesmo tempo, separados”, finalizou .
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