A Morada dos Baís, um dos principais patrimônios históricos de Campo Grande, voltou a receber visitantes nesta semana após sediar as gravações do longa-metragem "Lydia". O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h.
O imóvel, localizado na Avenida Afonso Pena, foi transformado em cenário para o filme entre maio e julho. Para as gravações, a equipe realizou adaptações cenográficas que recriaram ambientes da época vivida pela artista Lídia Baís.
Dirigido por Ricardo Câmara e codirigido por Mariana Villas-Bôas, o longa é inspirado na obra "História de T. Lídia Baís", escrita pela própria artista em 1960. A produção retrata a trajetória, a espiritualidade e o processo criativo de uma das pioneiras das artes plásticas em Mato Grosso do Sul.
"O prédio recebeu adequações cenográficas que recriaram ambientes da época retratada no longa-metragem", informou a Prefeitura de Campo Grande. O filme foi produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo e contou com apoio da Fundação Municipal de Cultura.
Nascida em Campo Grande, em 1900, Lídia Baís rompeu os padrões impostos às mulheres de sua época para seguir carreira artística. Durante a vida, conviveu com importantes nomes do modernismo brasileiro e europeu, mas teve apenas uma exposição individual enquanto viveu.
"As paredes descascadas, os afrescos antigos e os objetos trazem uma camada de tempo muito importante para o filme", afirmou a codiretora Mariana Villas-Bôas. Segundo ela, muitos elementos do cenário, como gaiolas e animais empalhados, faziam parte do cotidiano da artista e reforçam a autenticidade da produção.
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