O réu R.C.M. está sendo julgado nesta manhã pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande pela acusação de assassinar a tiros o advogado William Maksoud Filho, dentro de seu escritório em abril de 2006.
A denúncia narra que o réu, juntamente com o acusado E.F., foram até o escritório da vítima em uma motocicleta e R.C.M. entrou no escritório de advocacia informando à secretária que era cliente de William e que teria marcado horário. Porém entrou na sala e efetuou os disparos, enquanto o comparsa rendeu o segurança do local.
A vítima chegou a ser socorrida, mas faleceu dias depois na Santa Casa. Conforme informações do Tribunal de Justiça do Estado, a denúncia aponta que William prestou serviços advocatícios ao grupo PCC (Primeiro Comando da Capital), recebendo como pagamento uma camioneta S-10 e cerca de R$ 100.000,00, para transferir um integrante do grupo aos estabelecimentos prisionais da capital, mas não obteve êxito.
Porém o grupo exigiu que o pagamento fosse devolvido, mas o advogado teria reembolsado aproximadamente R$ 30 mil e se negou a pagar o restante e por isso foi assassinado. O réu foi denunciado por homicídio cometido por motivo torpe com recurso que dificultou a defesa da vítima, com concurso de pessoas em quadrilha ou bando e por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O juiz titular da vara, Aluizio Pereira dos Santos, manteve as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. O juiz também salienta que, neste caso, há também formação de quadrilha armada e crime de porte ilegal de arma de fogo, no entanto o réu não foi pronunciado porque tais infrações estão sendo apuradas em procedimento próprio.
Acompanhe o processo pelo nº 0013422-25.2006.8.12.0001.
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