A queda da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, é o quarto grande colapso de uma ponte estadual registrado em Mato Grosso do Sul em pouco mais de dez anos. O acidente da última quinta-feira (13) matou o caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, e voltou a levantar questionamentos sobre a segurança das estruturas rodoviárias do Estado.
Antes do episódio mais recente, outros três casos haviam chamado atenção. Em 2016, uma ponte sobre o Rio Santo Antônio, em Guia Lopes da Laguna, desabou. Dois anos depois, em Jardim, parte de uma estrutura sobre o Rio dos Velhos também cedeu. Já em fevereiro deste ano, uma ponte sobre o Rio do Peixe, em Rio Negro, caiu durante a passagem de uma carreta.
Os três casos anteriores tiveram um ponto em comum: as condições climáticas foram consideradas entre os fatores envolvidos, mas análises técnicas também encontraram problemas estruturais. Em Guia Lopes, a perícia apontou falhas de projeto e execução. Em Jardim, foram identificados problemas de dimensionamento e nas fundações.
Em Rio Negro, a ponte já apresentava sinais de desgaste após fortes chuvas e tinha rachaduras nas cabeceiras antes do desabamento. O Estado informou que a carreta que atravessava a estrutura estava acima do limite de peso permitido. Uma nova ponte está prevista para o local, enquanto uma estrutura provisória atende o tráfego.
• Saiba mais sobre: Queda da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari
No caso do Rio Taquari, ainda não há resposta sobre o que provocou a queda. A ponte tinha 168 metros de extensão e foi inaugurada em 2009. Alexandre ficou preso na cabine do caminhão, que caiu no rio junto com parte da estrutura. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros localizaram o corpo após horas de buscas.
A investigação deverá apontar se o colapso teve relação com as condições da ponte, com fatores ambientais, manutenção, projeto ou uma combinação de circunstâncias. Enquanto isso, a queda amplia um histórico que, desde 2016, já soma quatro pontes estaduais destruídas ou parcialmente destruídas e coloca novamente em discussão a conservação da infraestrutura rodoviária de Mato Grosso do Sul.
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