Foi divulgado, em Brasília, o resultado do primeiro ciclo de avaliações do Edital Senai Sesi de Inovação. Entre 31 projetos e empresas, foram selecionados três de Mato Grosso do Sul. Grande parte dos projetos selecionados nacionalmente veio de startups (15), seguidos dos de empresas de pequeno (8), grande (7) e médio portes (1), sendo que nesta fase os 31 contemplados terão, no total, R$ 10 milhões para o desenvolvimento dos projetos.
De acordo com o técnico da gerência de tecnologia e inovação do Senai de Mato Grosso do Sul, Márcio Cortez Chanquini, os três projetos do Estado aprovados no ciclo 1 do Edital Senai Sesi de Inovação 2015 refletem os resultados de pesquisas aplicadas pelas unidades que atendem as necessidades da indústria sul-mato-grossense. “Os três projetos totalizam mais de R$ 1,8 milhão, que serão investidos para desenvolver as respectivas ideias. O Edital é uma das fontes de fomento para o desenvolvimento da indústria por meio do incentivo a ciência, da tecnologia e da inovação como principais suportes à estratégia de consolidação do crescimento estadual”, afirmou.
Em Campo Grande será desenvolvido o projeto “Carbonização em Sistema Contínuo com Adição de CO²”, tem a ideia de modificar a atual destinação comum do lixo urbano. “Esse projeto procura quebrar o conceito de aterramento de lixo como solução ambiental. Com o funcionamento do forno de carbonização em sistema contínuo, com adição de CO² transformará o lixo em carvão em pó”, explicou Márcio Chanquini.
O projeto “Pirão de Peixe Instantâneo”, que será desenvolvido no IST Alimentos (Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos), localizado em Dourados, vai produzir em larga escala um pirão instantâneo para atender a necessidade de pessoas por refeições práticas, rápidas e nutritivas. “A ideia desse projeto é fomentar o consumo de comidas tradicionais da culinária brasileira e, nada mais indicado, que um pirão de peixe”, pontuou o técnico da gerência de tecnologia e inovação do Senai de Mato Grosso do Sul.
Já o terceiro projeto é o “Artsan Yeast”, que será desenvolvido no ISI Bimoassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), localizado em Três Lagoas, a ideia geral da proposta é escalonar a produção de cinco linhagens de leveduras cervejeiras, ainda não comercializadas no Brasil, para um volume de até 120 litros de cultivo.
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